
O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana realizou, na manhã desta terça-feira (5), uma manifestação em frente a uma agência do Banco Santander no município.
O protesto, feito na unidade da Avenida Getúlio Vargas, ocorreu por conta da falta de funcionários e das condições de atendimento ao público. A mobilização resultou no fechamento da unidade.
Para o Acorda Cidade, Helmiton Souza, secretário do sindicato, formou que a agência enfrenta um déficit de pessoal há mais de quatro meses, situação que, segundo ele, tem provocado longas filas, sobrecarga de trabalho e demora no atendimento aos clientes.

“Para se ter uma ideia, o gerente geral desta agência não suportou a carga de trabalho e pediu demissão. Isso há dois meses, e há dois meses essa unidade se encontra sem um gerente geral. Por aí dá para ter uma ideia do caos que estamos enfrentando”, disse.
“Descobrindo um santo…”
De acordo com o sindicalista, na última segunda (4), a mesma unidade contava com apenas três funcionários para iniciar o expediente. Para manter o funcionamento, o banco deslocou empregados de Jacobina, Alagoinhas e de outra agência em Feira de Santana.
“Está uma escassez muito grande de funcionários. O banco fica puxando a coberta para cobrir a cabeça e descobrindo os pés. É assim que tem tratado os funcionários e os clientes, que chegam a esperar uma ou duas horas por atendimento”, criticou Helmiton.

O dirigente sindical também afirmou que o sindicato já denunciou a situação aos órgãos competentes e cobrou providências. Segundo Helmiton, os próprios clientes estão reclamando no Procon, órgão que intermedeia conflitos com base no Código de Defesa do Consumidor.
“O banco empurrou a gente para essa condição de fechar a agência para ver se eles se sensibilizam. Estamos atendendo ao chamado dos trabalhadores e da própria população”, disse.
Em baixa
O sindicalista destacou que a estrutura do banco Santander em Feira de Santana foi reduzida nos últimos anos. Segundo ele, o município contava com quatro agências, cada uma com cerca de 20 funcionários.
Atualmente, restam duas unidades, sendo apenas uma funcionando como agência completa. Para o representante do sindicato, a unidade da Getúlio Vargas precisaria de pelo menos nove funcionários para operar de forma adequada.
“A agência daqui tem apenas dois caixas, que são inclusive diretores sindicais, por isso não perderam a função. Uma agência funcionando com apenas três funcionários é impossível. Não existe. É incabível. É como querer colocar um pé tamanho 35 em um sapato 30”, concluiu o sindicalista.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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