
Trabalhadores da empresa Creta paralisaram as atividades de jardinagem na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), em protesto contra a demora no pagamento dos salários. Segundo os funcionários, o ato, que foi realizado na manhã desta terça-feira (8) e pode durar todo o dia, foi motivado por um atraso que já dura quase 40 dias.
Os trabalhadores atuam na instituição de forma terceirizada realizando serviços como capinação e poda de árvores. Para a reportagem do Acorda Cidade, Romeu da Silva Oliveira afirmou que cerca de 70 funcionários da empresa Creta trabalham no local.
“Vai fazer 38 dias de atraso e nós precisando do dinheiro para poder trazer o pão de cada dia para dentro de casa. Não paga na data certa e todo mundo aqui precisando comprar comida. Todo mundo com as contas atrasadas”, disse o trabalhador.
Durante a manifestação, o grupo relatou dificuldades para pagar despesas básicas, como contas de água e energia, além da compra de gás de cozinha e itens para a própria alimentação. Um dos trabalhadores afirmou que a situação dentro de casa chegou ao ponto de crianças pedirem comida.
“Agora meu menino estava me pedindo um pão em casa. Pedindo pão, mas cadê o pão? Não tem nada. O negócio está ficando cada vez mais complicado”, disse o funcionário da empresa Creta, indignado com a situação.
Os trabalhadores também questionaram a justificativa de que a empresa teria um prazo de cinco dias úteis para efetuar o pagamento. Um deles afirmou que não sabe mais a quem recorrer para solucionar o problema.
“É porque a gente está aqui, está passando uma dificuldade tão grande que a gente não sabe nem quem cobrar mais. Quem vai na diretoria não resolve”, disse o trabalhador.
De novo
No início do mês de junho deste ano, a reportagem do Acorda Cidade esteve no campus da Uefs para cobrir uma manifestação do mesmo grupo de trabalhadores. Na ocasião, os funcionários estavam a cerca de 11 dias com os salários atrasados.

Os trabalhadores informaram que a paralisação ocorre durante todo o dia. Enquanto o movimento é mantido, os serviços de jardinagem, incluindo capinação e poda, permanecem suspensos.
Durante o protesto, os funcionários também fizeram coro com a clássica frase “Queremos solução!” para demonstrar a insatisfação com a situação.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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