28 de September de 2026
Shopping Popular Feira de Santana
Foto: Jefferson Araújo/ Acorda Cidade

A Prefeitura de Feira de Santana vai pagar o aluguel dos comerciantes do Shopping Popular Cidade das Compras até dezembro de 2028. A medida foi autorizada pela Câmara de Vereadores do município e sancionada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil).

O chefe do Executivo feirense participou de uma reunião com os vendedores que têm licença para atuar no local, os chamados permissionários, na manhã desta segunda-feira (28). Durante o evento, Ronaldo revelou que a autorização do pagamento dos aluguéis sairá na edição do Diário Oficial do Município desta terça (29).

anúncio do prefeito José Ronaldo no Shopping Popular
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

“Eu adorei estar aqui. Gostei muito do diálogo que aqui foi produzido com membros e as pessoas que são comerciantes neste local. Um diálogo extremamente respeitoso, muito bom mesmo. E é assim que a gente faz o governo, conversando, dialogando”, disse o prefeito.

José Ronaldo também anunciou a instalação de uma unidade de uma empresa de call center e telemarketing, que já atua em Feira de Santana, no Shopping Popular. Segundo o prefeito, a empresa já elaborou a documentação necessária e deve começar a mudança para o local entre o final de fevereiro e março de 2027.

Segundo o prefeito, a previsão é levar cerca de 500 trabalhadores para o espaço. Durante uma entrevista coletiva ao final do evento, José Ronaldo afirmou que a empresa é a maior empregadora da cidade, com cerca de 7 mil trabalhadores, e que a nova unidade deverá ajudar a movimentar o shopping.

anúncio do prefeito José Ronaldo no Shopping Popular
José Ronaldo de Carvalho, prefeito de Feira de Santana (centro) | Foto: Paulo José / Acorda Cidade

“Também foi reivindicado trazer uma casa lotérica. Isso não é um poder da prefeitura, mas, se alguma casa de loteria já instalada em Feira de Santana desejar instalar-se aqui dentro, tem toda a autorização para fazer. Não somos nós que trazemos a pessoa, mas quem já proporciona esse serviço e quiser instalar-se aqui será muito bem-vindo”.

Outra estrutura anunciada para o Shopping Popular é a mais nova unidade da Casa do Trabalhador. Segundo o prefeito, a previsão é de que o equipamento seja inaugurado entre o final de novembro e o início de dezembro deste ano.

Dias de luta

De acordo com José Ronaldo, tanto a instalação da Casa do Trabalhador quanto a da empresa de telemarketing devem contribuir para aumentar a circulação de pessoas no espaço, um sonho antigo para quem trabalha no local.

anúncio do prefeito José Ronaldo no Shopping Popular
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Para a reportagem do Acorda Cidade, a presidente da Associação em Defesa dos Empreendedores e Camelôs do Centro Comercial Popular (Adecam), Elisabeth Araújo de Oliveira, conhecida como Beth Camelô, avaliou que a renovação da isenção representa a continuidade de uma medida mais que necessária.

“Com a garantia da isenção do aluguel até dezembro de 2028, abre-se agora esse leque de oportunidade para a gente poder trazer o que falta para atrair o público aqui pro espaço. Vem aí agora o SAC, Casa do Trabalhador vai começar a funcionar, reforma da praça do tropeiro também está sendo concluída, vão ajudar”, disse a presidente.

anúncio do prefeito José Ronaldo no Shopping Popular
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Beth Camelô também afirmou para o Acorda Cidade que a categoria apresentou outras demandas para o prefeito, como instalação de loteria, bancos, ponto terminal rodoviário para que os ônibus voltem a circular aqui na frente do shopping e outras coisinhas mais. “Eu acho que isso aí é tudo pra gente tratar para que dentro desse período a gente consiga fazer realmente o público circular aqui dentro do shopping.”

Número de comerciantes

Atualmente, segundo a presidente, 834 camelôs estão ativos no Shopping Popular. Ao todo, cerca de 1.800 trabalhadores foram transferidos para o espaço desde a implantação do equipamento. Ela explicou que muitos boxes permanecem fechados e que parte dos comerciantes desistiu da atividade ao longo dos anos.

“Porque o camelô que estava no centro da cidade, ele trabalha com o cliente que circula diariamente. Então, muita gente chegou aqui e ainda não consegue levar o pão para casa durante o dia. Isso passou um ano, dois anos e ele teve que correr atrás de outra demanda para conseguir botar o pão na mesa”, finalizou Beth.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.