31 de October de 2026
Remoção de veículos abandonados das vias públicas pela SMT
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Em muitos bairros de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, a população precisa conviver com a presença de veículos abandonados, sem placas, muitos deles em condições precárias, como pneus murchos, ferrugem e mato crescendo em volta. A prática gera riscos à segurança da população, atrai animais peçonhentos, ratos, e servem também como esconderijo para atos ilícitos.

Remoção de veículos abandonados das vias públicas pela SMT
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Para combater esse cenário, a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) lançou a Operação Veículo Abandonado. O secretário da pasta, Ricardo Cunha, destacou, em entrevista ao Acorda Cidade, que o plano foi colocado em prática logo após o início da sua gestão, com o objetivo de remover das ruas os veículos nesta condição.

“A operação nunca parou e enquanto tiver algum veículo abandonado na cidade, ela não vai parar. Já houve um grande trabalho de educação, então a gente não vai mais tolerar nenhum tipo de veículo abandonado em via pública.”

Remoção de veículos abandonados das vias públicas pela SMT
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Segundo o superintendente, alguns veículos abandonados estão sem os pneus e os proprietários dos guinchos se recusam a fazer esse tipo de remoção. Diante dessa dificuldade, Cunha diz que a SMT irá disponibilizar um caminhão Munck, que é um veículo equipado com um guindaste acoplado, para auxiliar os serviços.

“O veículo abandonado é bem preponderante nas suas características, pneu baixo, mato crescendo nas adjacências do veículo, dentre outras características, como faltando peças, então isso dá para identificar que aquele veículo está ali há mais do que o tempo legal. Agora ninguém é dono da via, da vaga, todos têm que ter uma garagem. Se não tem, podem estacionar o veículo por um tempo necessário que dê para ter rotatividade desta vaga.”

Ricardo Cunha informou que os agentes de trânsito da cidade realizam o levantamento deste tipo de ocorrência, com base também nas denúncias que chegam ao órgão.

“Ao passar no local e perceber, a SMT já faz a selagem no veículo, ou seja, coloca um selo dando cinco dias ao proprietário para retirada e depois desse prazo o veículo é removido até o pátio.”

Remoção de veículos abandonados das vias públicas pela SMT
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

De acordo com Cunha, desde o início da Operação Veículo Abandonado centenas de veículos já foram retirados das vias públicas.

“70% dos veículos que receberam o selo são retirados dentro do prazo pelos proprietários, que os tiram da via pública e os colocam em um local seguro. E somente 30% é que são removidos. Então, o problema está sendo resolvido e se a pessoa insistir, com certeza, será feita a remoção.”

O superintendente da SMT explicou que nos casos em que um veículo abandonado é retirado da rua por agentes do órgão, o bem é encaminhado a um pátio parceiro, onde permanece até a sua regularização.

“Nós temos dois pátios em Feira, esses veículos ficam lá e se regularizados podem ser reclamados pelos proprietários. Eles têm um prazo para fazer isso. O custo é efetivo, é o mesmo custo de um veículo normal, você tem o custo do deslocamento, do guincho, e tem mais o custo da diária do pátio.”

Remoção de veículos abandonados das vias públicas pela SMT
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Caso os proprietários não realizem a retirada do veículo do pátio ele é colocado para leilão.

“O veículo não reclamado, pois geralmente os proprietários, mesmo indo até o pátio, não conseguem fazer a retomada desse veículo, visto que os custos para se devolver esse veículo são maiores do que o valor efetivo do veículo. Então, quase que 100% desses veículos vão para a hasta pública.”

Para o superintendente, o maior problema de deixar veículos abandonados em vias é a questão da saúde pública, com o acúmulo de insetos transmissores de diversas doenças, a exemplo da dengue, zika e chikungunya.

Diante de tais ocorrências, os moradores das ruas afetadas podem denunciar ligando ou se dirigindo diretamente para a SMT, que o problema será resolvido.

“Já está na hora da pessoa que tem esse veículo abandonado via pública, dela tomar providência sem que seja necessário a SMT ir até o local. Não vejo como uma coisa normal, a gente divulgar tanto algo e ainda assim as pessoas deixarem esse veículo nas vias abertas à circulação. Mas a gente tem que entender que existe pessoas e pessoas. Às vezes, por falta de condições também, talvez seja o motivo e a pessoa prefere deixar ali e pagar para ver do que efetivamente colocar um veículo no local seguro e que não traga nenhum tipo de prejuízo para as pessoas do bairro”, avaliou Ricardo Cunha.

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.

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