2 de November de 2026
Imagem: Pixabay

O câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino, é o terceiro mais comum no Brasil, sem contar os tumores de pele não melanoma. O Instituto Nacional do Câncer prevê 53.810 casos anuais de câncer de cólon e reto entre 2026 e 2028.

A incidência de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos cresceu 79% entre 1990 e 2019, segundo pesquisa publicada na revista BMJ Oncology em 2023.

Entre as pessoas diagnosticadas estão o ator Chadwick Boseman, que interpretava o Pantera negra em filmes da Marvel e morreu aos 43 anos, o ator James Van Der Beek que morreu aos 48 anos e era conhecido pela série Dawson’s Creek, a cantora Preta Gil, de 50 anos, e a atriz Lua Blanco, de 39 anos.

Compreenda o câncer de intestino e reconheça os sinais de alerta

Pólipos benignos no intestino grosso e reto são o ponto de partida mais comum para o desenvolvimento dessa doença. Um pólipo é um crescimento anormal no revestimento intestinal que pode ou não evoluir para câncer, conforme especialistas da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

Todo pólipo encontrado durante o exame deve ser removido e passar por biópsia, que determina sua natureza. Identificar e remover o pólipo cedo é essencial para evitar que a doença avance para formas malignas mais avançadas.

Nos estágios iniciais, a doença frequentemente não produz sintomas aparentes, o que torna o rastreamento preventivo fundamental.

À medida que o tumor avança, surgem sinais como alterações duradouras no funcionamento intestinal, incluindo diarreia ou constipação persistentes, sangue nas fezes ou na região anal, dor ou cólicas abdominais recorrentes, sensação de esvaziamento incompleto, perda de peso sem causa aparente e cansaço excessivo.

Como a doença frequentemente não apresenta sintomas no início, os exames de rastreamento são fundamentais. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda que o rastreamento comece aos 45 anos para a população geral, em resposta ao aumento de casos entre pessoas mais jovens.

Pessoas com histórico familiar de câncer ou síndromes genéticas que aumentam o risco devem iniciar o rastreamento aos 35 anos ou 10 anos antes da idade em que o parente mais jovem recebeu o diagnóstico.

A colonoscopia é o exame mais preciso, mas as diretrizes também recomendam o teste de sangue oculto nas fezes. Preferencialmente o Teste Imunoquímico Fecal (FIT), realizado a cada um ou dois anos, e a retossigmoidoscopia flexível.

Nos Estados Unidos, a idade mínima para exames preventivos foi reduzida de 50 para 45 anos em resposta a esse aumento de casos em jovens.

Intervenha pela alimentação e estilo de vida

A dieta exerce papel significativo tanto no desenvolvimento quanto na prevenção da doença. 

O consumo adequado de fibras alimentares estimula a produção de ácidos graxos de cadeia curta, particularmente o butirato, que nutre as células intestinais e participa da regulação da inflamação local. 

Alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e gorduras saturadas elevam o risco, pois seus aditivos desestabilizam a microbiota intestinal.

Por outro lado, aumentar o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais ajuda a proteger contra a doença ao longo dos anos.