

Os moradores do bairro Irmã Dulce, principalmente os que vivem próximo do canal Luiz Eduardo, demonstraram preocupação com a situação do córrego, ainda mais durante o mês de janeiro, que tem previsões de chuvas e trovoadas.
Ao Acorda Cidade, o morador Edvaldo Alves da Silva, conhecido como Rasta, disse que além do medo de alagamentos, a situação do mau odor e muriçocas é outro problema que os moradores enfrentam.
“A gente está nesse sofrimento aí, sem dormir meses e meses por causa da muriçoca, o fedor aqui do esgoto. A situação está triste aqui, a gente pede socorro, diz que está no cronograma e nunca limpam”.
De acordo com Edvaldo, faz três anos que a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp) fez alguma manutenção no canal. Geralmente, é necessário apenas dez minutos para a chuva entrar nas casas e alagar as residências.
“Na verdade, a chuva é coisa boa, é benção de Deus. Mas a gente precisa de saneamento básico, de limpeza aqui do canal. Se você quiser ir lá em casa para ver o batente. Em casa, eu não tenho nada. Na verdade, tinha um sofá, eu joguei fora. Uma geladeira velhinha que está em cima de uma altura, que se a água vier, a gente pede a Deus que não entre no motor. E as roupas, a gente bota no alto”.
Outros problemas
Segundo ele, as Ruas Milão, Rio de Juá, Tapicuru e Rio de Contas são algumas que sofrem com os mosquitos, por conta do córrego e do bueiro, que também está entupido e sem manutenção.
“Não é sobre descarte de lixo. É para desentupir a boca de lobo, que já criou mato. O lixo não, tem contêiner aí, está tudo limpo. É a boca de lobo, para desentupir esse canal aqui, até lá perto do 35ºBI, porque já não está mais descendo água, não. E a gente em casa também não consegue descer água, não, porque já entupiu aí”.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
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