19 de January de 2026
Casa de Ivonice Batista | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
Casa de Ivonice Batista | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
Além de engenheiros, o superintendente João Vianey, da Soma, esteve na rua, mas a situação continua sempre que há uma chuva forte.
Casa de Ivonice Batista | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
Casa de Ivonice Batista | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Os moradores da Rua Libra, no bairro Tomba, em Feira de Santana, têm sofrido há anos com alagamentos constantes. Segundo relatos ao Acorda Cidade, a situação acontece quando chove forte. 

De acordo com Ivonice Batista, moradora da Rua Libra há mais de 40 anos, os alagamentos ficaram mais constantes após o calçamento da rua; a água que entra nas casas chega a meio metro de altura. 

“(A chuva) invade a casa, sai no quintal e enche tudo. Depois que calçou a rua ficou pior”. 

Ivonice Batista | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
Ivonice Batista | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Ivonice contou que já perdeu móveis e que outros estão danificados. A moradora disse que teve que colocar proteção nos portões. Dessa forma, consegue proteger a casa e os móveis. No entanto, ainda assim a água invade a residência. 

“A gente fez abaixo assinado, a gente já fez vários baixos assinados, entra prefeito, sai prefeito e a mesma coisa. Ninguém resolve nada. Não resolve (rede pluvial), nem tem rede de esgoto aqui”.

Segundo Ivonice, as duas fossas que tem em sua casa estão cheias, especialmente após a chuva do último domingo (18). 

Mais moradores afetados

Celestino, um mecânico aposentado que também mora na Rua Libra, contou que já orientou os engenheiros que estiveram no local. 

Celestino | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
Celestino | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Eu pedi a ele que fizesse, primeiramente, abaixar a rua. Porque o que eles querem fazer aí, o custo sai muito maior. E você tira as pedras, rebaixa, bota a areia e cobre com as mesmas pedras, aí resolve a situação.”

O morador também destacou que a água da chuva segue pelo meio da rua, portanto, aumentar as manilhas não seria a solução. 

“Quando vem pelo meio da rua, é mais ou menos 20 a 30 centímetros de água. Eu até sugeri ao engenheiro que ele botasse três trilhos de ferro aqui, que resolve o problema. A água não passa para cá. A água passa no meio da rua, porque a boca de lobo, na força da água, ela passa por cima. Quando a chuva é grande, corre um riacho aqui, com 20 minutos e está tudo cheio”.

Soluções temporárias

Celestino também chamou atenção para o fato de que os próprios moradores tiveram que resolver seus problemas, colocando drenos na lateral da casa. Além disso, contou que há um canal de macrodrenagem aberto atrás da rua, mas que não é um canal oficial. 

“A água não entra em casa, entra pela garagem, pelo beco e lá no fundo tem cinco ou seis saídas. A prefeitura fez um serviço aqui, mas lá no fundo ficou tampado de mato. No fundo é mato, então quando chove, a chuva vem e a água empossa”.

Nilzélia Nunes, mais conhecida com Zélia, viveu nesta rua por muitos anos, desde 1970, mas se mudou para a Rua Vasco Filho, no bairro Serraria Brasil, para morar com sua mãe, e retornou para a Rua Libra há um ano. A moradora relatou que sofre muito com as chuvas e alagamentos no local. 

Nilzélia Nunes | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
Nilzélia Nunes | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Nós estamos sofrendo por causa disso. Temos que ter a rede de esgoto pluvial. (A água) invade, entra por dentro de casa e vai até o quintal. Ontem mesmo estava cheio de água”.  Zélia disse que já perdeu móveis, mas que, hoje em dia, os coloca em locais altos.

Ela e outros moradores relataram que além dos engenheiros, o superintendente João Vianey, da Superintendência de Operações e Manutenção (Soma), também esteve na rua, mas a situação segue sem solução.

A produção do Acorda Cidade tentou contato com o superintendente da Soma, João Vianey, mas ainda não houve retorno.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

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