

Os moradores do Condomínio Residencial Campo Belo, que fica no bairro Campo do Gado Novo, em Feira de Santana, estão a cerca de 10 dias sem água em suas casas. Além disso, outra situação que está acontecendo é a falta de vagas para o sétimo ano nos colégios da região.
Segundo relatos da moradora Cristiane Martins, as pessoas estão pegando água na Lagoa Salgada para cozinhar, limpar a casa e entre outros.
“As pessoas estão pegando água na lagoa, é uma água suja. E onde tem criança, tem idoso, tem pessoas carregando balde. Eu creio que a Embasa deveria estar olhando e verificando essa situação, que não é hábito para essas pessoas estarem vivendo e tomando essa água suja, manuseando essa água. Então, eu creio que eles deveriam estar vindo verificar e ver a solução que eles têm para dar para essas pessoas”.
De acordo com Cristiane, a Embasa já esteve no local, mais de uma vez, porém, ainda não resolveu o problema.
Áurea Lima Conceição vive no bairro há três anos e disse que está sentindo dores em todo o corpo por carregar os baldes de água da lagoa até a casa, pois não há reservatório na região.
“Nós estamos nessa pendência de carregar água barrenta, subir escada com balde d’água. Estou com meu corpo todo doendo, não estou dormindo de noite, de tanta dor do corpo por carregar água. E eles têm que resolver isso, porque a gente paga. Está vindo o recibo, nós estamos pagando”.
A moradora também chamou atenção para a ajuda de uma vizinha, que tem água em uma torneira e divide com os que precisam. Segundo ela, os moradores ligam para a Embasa todos os dias, mas a resposta é sempre diferente, como um registro ou uma chave quebrados, e seguem sem solução.

Falta de vagas para o sétimo ano
Sobre as vagas para os alunos do sétimo ano, Thelma Conceição de Carvalho mora há oito anos no condomínio e disse que seu filho, de 13 anos, estudava no Colégio Estadual Edith Machado Boaventura, mas ainda não conseguiu vaga para esse ano de 2026.
“Como é que nossos filhos vão ficar sem estudar? Por causa da falta de vaga no sétimo ano. Porque nos outros colégios tem vaga, oitavo ano, sexto ano, e o sétimo ano está sem vaga. Meu filho estudou no Edith esse ano e agora não tem vaga do sétimo ano”.
Thelma contou que a Secretaria Municipal de Educação afirmou que os pais devem procurar vagas nos colégios municipais, mas até então não houve atualizações sobre essa questão.
Lucineide Lima Bastos, que mora no condomínio há 8 anos e tem uma filha de 13 anos, também falou sobre as vagas. De acordo com os relatos, ela não encontrou vaga nos colégios municipais ou estaduais.
“Tá difícil. De quem mora longe, não ter vaga, não ter oportunidade para os nossos filhos estudarem”.
Assim como a questão da falta de água, Cristiane Martins destacou a falta de vagas no Centro Municipal de Educação Infantil Professora Cacilda Miranda Souza Cerqueira (CMEI), uma creche inaugurada em 2022 para atender à comunidade desse residencial.
“A creche falta vaga para as crianças aqui do condomínio. No caso do meu filho também, que o grupo 5 só tinha 15 vagas. Eu creio que era para ser exclusivo somente para as pessoas do condomínio, porque no Campo do Gado Novo tem creche e aqui no Campo Belo tem outra. Então, cada um tem que atender a sua localidade. E as crianças que estão aqui dentro do condomínio ficaram sem vaga, muitas delas ficaram sem poder estudar na creche no bairro”.
A mulher, que tem um filho com necessidades específicas e também não conseguiu vaga para ele no sétimo ano, reforçou que tanto ela quanto os outros moradores desejam que a situação seja resolvida.

“Estamos aguardando ir na escola mais próxima, que é o Edith. Eles dizem que tem vaga, porém estão aguardando a secretaria liberar. Ou a municipal ou a estadual. Mas nenhuma das duas resolve a situação, e a gente acaba ficando com essa angústia de não estar com os filhos matriculados na escola”.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.
