25 de January de 2026
Pau-d’água: 4 nós exatos que garantem multiplicação rápida e sem falhas
Pau-d’água: 4 nós exatos que garantem multiplicação rápida e sem falhas
Escolher os nós certos do pau-d’água garante multiplicação rápida. Veja como identificar os pontos ideais e fazer mudas com sucesso.
Pau-d’água: 4 nós exatos que garantem multiplicação rápida e sem falhas
Pau-d’água: 4 nós exatos que garantem multiplicação rápida e sem falhas

Cultivar pau-d’água é, para muitos, sinônimo de planta fácil. Mas quando chega a hora de multiplicar essa espécie, nem sempre o resultado é tão simples quanto se espera. Muita gente corta, coloca na água e espera — mas nada acontece. A estaca amolece, apodrece ou simplesmente não brota. O que poucos sabem é que a multiplicação eficiente do pau-d’água depende de um detalhe técnico crucial: a escolha correta dos nós. Usar os pontos certos do caule faz toda a diferença entre uma muda que enraíza em semanas e outra que nunca vinga.

A boa notícia é que essa técnica pode ser aplicada até por quem está começando agora na jardinagem. Basta conhecer os sinais que indicam quais são os nós ativos e mais responsivos ao corte.

Onde está o segredo da multiplicação do pau-d’água

O caule do pau-d’água é segmentado e marcado por anéis, os famosos “nós”. Cada um desses nós tem potencial para gerar raízes e brotos, mas esse potencial varia de acordo com a idade da planta, a localização no caule e o estado fisiológico do segmento. Cortar no lugar errado significa apostar num nó esgotado ou imaturo.

Por isso, entender a função e o momento de cada parte da planta ajuda a escolher os quatro nós mais promissores — e a multiplicação se torna quase garantida.

Nó 1: o primeiro abaixo da copa ativa

O nó que fica logo abaixo da copa principal, especialmente se ela estiver com folhas saudáveis e viçosas, é um dos mais reativos da planta. Ele carrega um fluxo intenso de seiva e hormônios vegetais, o que favorece a brotação rápida após o corte. Esse nó costuma produzir brotos visíveis em menos de 15 dias após o enraizamento.

Para usá-lo, corte o caule cerca de 2 cm abaixo do nó, mantendo o sentido original da planta (base voltada para baixo). Coloque em água limpa ou substrato leve e mantenha em local iluminado, sem sol direto.

Nó 2: o intermediário com espessura acentuada

Se você observar o caule do pau-d’água, vai notar que alguns nós são mais “gordinhos” que outros. Esses nós indicam uma região com maior reserva de energia e histórico de brotação anterior. São ideais para multiplicação porque carregam, literalmente, combustível para o nascimento de uma nova planta.

Esse nó costuma estar entre 1/3 e 2/3 da altura da planta original. Ao cortá-lo, certifique-se de incluir pelo menos mais um nó acima para garantir estabilidade na nova muda.

Nó 3: aquele com cicatriz de brotação antiga

Muitos jardineiros ignoram esse tipo de nó, mas ele é um dos mais confiáveis. Trata-se de um ponto do caule que já emitiu um broto no passado e hoje apresenta uma pequena cicatriz lateral. Esse histórico de atividade é um excelente indicador de que o nó pode ser reativado com facilidade.

Use esse nó em conjunto com outro ativo acima ou abaixo e prepare a estaca em água filtrada, trocando o líquido a cada dois dias até surgirem as primeiras raízes.

Nó 4: o mais próximo da base que ainda esteja firme

Por fim, temos o nó inferior que ainda apresenta caule verde e consistente. Não deve ser o último nó, aquele bem na base da planta — mas sim o penúltimo ou antepenúltimo, desde que esteja firme ao toque e com cor viva.

Esse tipo de nó é resistente e costuma responder bem em substrato, especialmente quando há alta umidade no ambiente. Use-o se quiser uma muda com mais estabilidade estrutural, já que costuma formar raízes mais grossas e profundas.

Erros comuns que atrasam ou inviabilizam a multiplicação

  • Usar nós muito próximos à base da planta-mãe, onde o fluxo de seiva já está reduzido.
  • Cortar em ângulo ou com ferramentas mal afiadas, prejudicando a cicatrização da estaca.
  • Inverter o sentido da estaca ao plantar, posicionando o topo para baixo.
  • Submergir todos os nós na água — o correto é deixar ao menos um nó acima do nível para oxigenação adequada.

Evitar esses erros simples pode transformar sua taxa de sucesso de 30% para quase 100%.

Dica complementar: use enraizador natural para acelerar o processo

Você pode potencializar a formação de raízes mergulhando a base da estaca em chá de lentilha, água de salgueiro ou canela em pó antes de colocar na água ou terra. Esses enraizadores naturais estimulam o crescimento e reduzem o risco de fungos.

Outra prática útil é cobrir a boca do recipiente com plástico escuro (no caso da água) para bloquear a luz nas raízes em formação e evitar algas.

Multiplicar o pau-d’água é fácil quando se escolhe o nó certo

A propagação do pau-d’água deixa de ser um jogo de sorte quando você entende a lógica dos nós. Com observação e técnica, qualquer pessoa consegue transformar uma única planta em várias mudas saudáveis e vigorosas. O segredo está na escolha: os quatro nós certos garantem raízes fortes, brotos rápidos e plantas prontas para alegrar outros cantinhos da casa.

Mais do que cortar, é saber onde cortar.