

Em ação conjunta das polícias Civil e Militar, a Operação Cativeiro – Fase II foi deflagrada em Eunápolis, na manhã desta segunda-feira (26). O foco da ofensiva foi o cumprimento de sete mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão, contra grupos investigados por homicídios, sequestros, tráfico de drogas e ocultação de cadáveres.
De acordo com informações do portal Radar News, parceiro do Acorda Cidade, o delegado Manoel Vieira, titular da 1ª Delegacia Territorial (DT), afirmou que houve confronto durante as diligências, terminando com um dos alvos morto e outro ferido.
“Durante o cumprimento desses mandados, na Rua Santa Terezinha, no bairro Pequi, dois indivíduos confrontaram com as forças de segurança. Um deles foi socorrido e o outro faleceu no hospital. O outro conseguiu fugir por uma área de brejo. Posteriormente foi encontrado por populares baleado na perna. Foi socorrido e levado ao Hospital Geral”, afirmou o delegado.
O homem morto na ação, identificado como Alisson Nobre Zamerim, de 23 anos, era conhecido como Nobre e estava sendo investigado por homicídio, sequestro e tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, havia mandados de prisão em aberto contra ele. O delegado Vieira explicou o motivo de Alisson Zamerim estar no centro das investigações.
“Inclusive, o alvo que veio a óbito era o indivíduo que sequestrou a jovem Larissa no final do ano passado e também participou de outros sequestros. A ideia é dar uma resposta a esses crimes e desaparecimentos que vêm ocorrendo em Eunápolis”.

Saiba mais
O outro homem baleado na ação segue internado sob custódia e foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública.
Também segundo o Radar News, um terceiro mandado foi cumprido no Conjunto Penal de Eunápolis contra um homem conhecido como Capetinha, que já estava preso.
Além disso, as ações também ocorreram nos bairros Renovação e Juca Rosa, com armas de fogo, munições, carregadores, drogas e celulares. No entanto, cinco alvos não foram localizados e seguem foragidos.
O delegado Manoel Vieira, que segue em recuperação de um tiro no braço que aconteceu durante uma operação em Itabela, na semana passada, falou sobre a postura da polícia em situações de confronto.
“O que a gente precisa enfatizar é que a gente evita, ao máximo, o confronto. O
policial não tem prazer nenhum no confronto, nem em tirar a vida de um
indivíduo. Mas alguns insistem em não se entregar e em efetuar disparos
contra os policiais. Toda vez que isso acontecer, haverá uma resposta à altura”.
De acordo com a Polícia Civil, a operação é resultado de investigações aprofundadas que apuram, além de outros crimes, um triplo homicídio ocorrido em junho de 2025, e o sequestro, tortura e esquartejamento de uma jovem em dezembro do mesmo ano, casos que tiveram forte repercussão em Eunápolis.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.
