27 de January de 2026
Mochilas escolares não devem superar 10% do peso de crianças e adolescentes, alerta ortopedista
Foto: Wavebreak Media/Freepik
O carregamento de mochilas pesadas pode gerar uma série de consequências à saúde que podem ser evitadas, diz o especialista.
Mochilas escolares não devem superar 10% do peso de crianças e adolescentes, alerta ortopedista
Foto: Wavebreak Media/Freepik

Com a proximidade do retorno às aulas em Feira de Santana, previsto para a próxima semana em muitas escolas, pais e responsáveis precisam redobrar a atenção com um item essencial da rotina escolar: a mochila. O uso inadequado e o excesso de peso podem provocar dores, alterações posturais e até problemas na coluna de crianças e adolescentes, segundo alerta o médico ortopedista Kelvin Quintela.

Ao Acorda Cidade, ele explicou que o carregamento de mochilas pesadas pode gerar uma série de consequências à saúde que podem ser evitadas.

Mochilas escolares não devem superar 10% do peso de crianças e adolescentes, alerta ortopedista
Kelvin Quintela | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Desde marcar a pele nos ombros, a dores nas costas, às vezes uma escoliose adaptativa, a criança pode ficar um pouco torta ali, às vezes vai depender da forma que utilize a mochila de forma inadequada. […] Pode estar sentindo dor nos ombros, essa dor no pescoço, às vezes quando está movimentando o pescoço, sente incômodo, sente dor.”

Regra dos 10%

De acordo com o ortopedista, o principal cuidado está relacionado ao peso transportado diariamente. “A Organização Mundial da Saúde preconiza que esse peso seja inferior a 10% do peso corporal da criança, então se a criança pesa 20 quilos, menor que 2 quilos; 30 quilos, menor que 3 quilos.”

O especialista reforça que não existe um peso fixo, mas sim um cálculo proporcional. “A mochila não pode ultrapassar 10% do peso da criança. Então, se a criança pesa 20 quilos, 2 quilos, a mochila não pode ultrapassar o peso total dela.”

Saiba como agir quando os filhos não querem ir à escola
Foto: Freepik

Ergonomia também protege a coluna

Além do peso, a ergonomia do acessório é fundamental. O ortopedista destaca que as alças devem ser largas e macias, e a mochila deve estar bem posicionada no corpo. Na hora da compra, alguns detalhes fazem a diferença. “Optar por uma mochila, apesar de resistente, que seja com material mais leve, que a mochila pese em torno de meio quilo”, orientou.

  • Ajuste: a base da mochila deve ficar cerca de 5 centímetros acima da linha da cintura.
  • Distribuição: deve-se usar sempre as duas alças nos ombros. O uso de uma alça só, comum entre adolescentes, favorece o desvio da coluna.
  • Estabilidade: se possível, utilize a alça frontal, na cintura, para evitar que o acessório balance excessivamente.

Organização escolar faz diferença

criancas-peso mochila-freepik
Foto: Freepik

Kelvin Quintela destacou ainda a importância da colaboração das escolas na organização do material escolar, evitando excesso de peso desnecessário. “Evitar que leve material muito pesado, muitos livros. Alternar os dias da semana com as disciplinas para não levar muito peso. […] Saber qual livro que você leva, tem também a forma de arrumar mochila, você pode botar os livros a parte mais pesada próximo às costas e o mais leve para fora.” Ele acrescenta que, em casos de necessidade, os pais podem optar por uma mochila de rodinhas.

O uso prolongado de mochilas inadequadas pode trazer impactos no crescimento da criança, como o desenvolvimento da escoliose, já citada pelo médico. Como forma de prevenção, ele recomenda a prática de atividades físicas.

“A natação é um tipo de atividade física muito importante, que fortalece como um todo a musculatura ali e protege essa criança aí para o futuro.”

Cm informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e Youtube e grupo de Telegram.