

A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana iniciou a oferta do imunizante contra bronquiolite pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento oferecido é o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal utilizado na proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. Nesta primeira fase, o município recebeu 80 doses do imunizante, destinadas exclusivamente a recém-nascidos prematuros ou com comorbidades.
De acordo com a coordenadora de controle da Vigilância Epidemiológica (Viep) em Feira de Santana, Verena Liberal, o município, neste momento, conta com duas formas de proteção contra o VSR. “Nós temos contra o vírus sincicial respiratório duas formas de proteção, a vacina que são ofertadas a gestantes e temos o que está disponível recentemente que é o anticorpo monoclonal”, explicou.

Segundo Verena, o anticorpo monoclonal é direcionado a um público específico. “São para bebês que nascem prematuros ou com condições de comorbidades. Complicações cardíacas, renais ou outros tipos de comorbidades, eles estão aptos a serem ofertados esse tipo de proteção”, destacou ao Acorda Cidade.
A coordenadora ainda destaca que, diferentemente das vacinas às gestantes, as doses destinadas aos bebês não estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e sim nas maternidades que atendem pelo SUS. “O anticorpo monoclonal, aqueles que são ofertados aos bebês, estão dispostos nas maternidades regidas pelo nosso Sistema Único de Saúde. Aqui em Feira de Santana, disponíveis no Hospital da Mulher e no Hospital da Criança”, afirmou.

Sobre o número de doses limitado a 80, Verena ainda destaca que o município está a espera de mais doses, que ficarão disponíveis à população. “Essa é a etapa inicial que Feira de Santana recebe e nós estamos aguardando mais doses desse anticorpo”, disse.
Riscos da bronquiolite
O Ministério da Saúde define a Bronquiolite Viral Aguda (BVA) como uma doença respiratória que afeta crianças menores de dois anos. É caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, que são pequenas vias áreas dos pulmões.
Ao Acorda Cidade, Verena Liberal alertou para os riscos. “A bronquiolite é uma doença respiratória grave em bebês, principalmente prematuros. Muitas internações causadas pelos bebês são provocadas pela bronquiolite”, pontuou. Segundo ela, a doença pode evoluir de forma severa, levando até mesmo ao óbito dos bebês.
Ela ainda chamou atenção para o aumento dos casos e das complicações. “O que vem chamando a atenção e alerta mesmo é para a crescente desses adoecimentos e principalmente, não é só o adoecimento, mas a complicação que esses adoecimentos têm levado aos bebês”, completou.
Nas situações em que a comorbidade é identificada após o nascimento, a criança ainda pode ser contemplada com o imunizante. “Até 24 meses a criança está apta a receber esse anticorpo monoclonal e aí segue o fluxo mesmo do acompanhamento do médico, das unidades para fazer esse encaminhamento à unidade onde ele receberá esse imunizante”, disse a coordenadora.
Veja a entrevista em vídeo com a coordenadora de controle da Vigilância Epidemiológica (Viep) em Feira de Santana, Verena Liberal.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.
Matéria escrita pelo estagiário de jornalismo Davi Cerqueira sob supervisão do jornalista Gabriel Gonçalves
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