

A venda de livros usados em Feira de Santana registrou queda superior a 50% neste ano, segundo a diretoria da Associação dos Vendedores e Vendedoras de Livros Usados. De acordo com a representante da entidade, Naracelia Martins, a principal causa é a substituição dos livros didáticos por módulos adotados por escolas particulares.
A feira teve início no dia 5 de janeiro, com bancas instaladas em frente à Prefeitura de Feira de Santana. Apesar da tradição de mais de 20 anos, o movimento este ano foi considerado fraco.

“É porque houve muitas mudanças na modalidade dos livros. As mudanças foram novas atualizações. Tem livros que ainda nem completou quatro anos. Tem livro que completou só 3 anos. Tem livro que completou 1 ano e pouco.”
Segundo a diretora, a maior dificuldade, está na adoção dos módulos pelas escolas particulares e o esquecimento dos livros didáticos. Ela relata que a mudança tem gerado prejuízo para as famílias.
“Feira de Santana tem trabalhado muito com módulo. O livro em si está entrando no esquecimento. Poucas escolas estão usando o livro. É mais módulo. Dificulta mais ainda para os pais, os pais chegam aqui chorando contando suas mágoas, porque um módulo de R$ 2 mil de R$ 3 mil é jogado fora. Só usa por ano. A escola, por exemplo, se o pai tem três filhos, o módulo daquele ano não passa para o sexto ano, o outro não passa para o sétimo e assim sucessivamente”, explicou ao Acorda Cidade.

Sobre a periodicidade da troca de livros, Nara explicou também que a legislação prevê um intervalo maior, de quatro em quatro anos, mas muitas escolas não tem cumprido. “O problema maior é essa troca de módulo e a troca maior que os pais estão reclamando”.
Naracelia também criticou a falta de referência pedagógica dos módulos e explicou como funciona o material didático.
“O módulo eles direcionam em todas as matérias. O módulo é uma junção de ideias que um grupo especializado forma e resume aquilo ali e forma-se um módulo. Diferente de uma referência de um livro de um autor que o menino vai estudar, da gramática, por exemplo.”
Atualmente, 10 vendedores participam da feira. Apesar da redução, a feira deve continuar.
Apesar da redução, a feira deve continuar. “Já estamos repensando, a gente vai continuar, porque a gente já descobriu outras escolas que estão voltando a usar livro. Quando às vezes não dá certo o módulo, volta para o livro. Ela pode baixar o contingente, mas acabar ela não vai acabar”.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsAppe YouTubee grupo de Telegram.
