15 de February de 2026
Carnaval
Foto: Sérgio Di Salles / Acorda Cidade
Isaac Edington também repercutiu um comentário feito pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC) sobre o Carnaval de Salvador.
Carnaval
Foto: Sérgio Di Salles / Acorda Cidade

Todos os anos, o Carnaval de Salvador é destaque dentro e fora do país por conta do grande número de pessoas que se reúnem na capital da Bahia para curtir a folia. Os vídeos e fotos da festa, com um verdadeiro mar de gente, impressionam até quem já frequenta o evento.

Diante do volume de público que chama atenção ano após ano, surge a dúvida se a terra dos soteropolitanos tem capacidade para receber um novo circuito. Em entrevista exclusiva ao portal Acorda Cidade, Isaac Edington, presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), comentou a ideia.

Isaac Edington, presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur) | Foto: Sérgio Di Salles / Acorda Cidade

“Esse assunto, por hora, está em suspenso. A gente teve uma movimentação nos últimos dois anos em relação a isso. Houve uma tentativa, uma iniciativa por parte de membros do Conselho do Carnaval, de alguns artistas, empresários, que fizeram essa provocação para a prefeitura no sentido de apoiar a criação de um novo circuito”, disse o presidente.

“[A ideia] não é tirar o carnaval da Barra para outro lugar, mas ampliar esse carnaval. Houve estudos iniciais, no meio do caminho, teve a dissidência de algumas dessas pessoas que no início apoiaram essa iniciativa”, complementou Edington.

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Foto: Sérgio Di Salles / Acorda Cidade

Tema polêmico

O presidente da Saltur reforçou que a ideia de ampliação da festa depende de um consenso entre artistas e empresários, visando superar polêmicas passadas e priorizar o benefício da cidade. Além disso, Isaac destacou a capacidade logística e tecnológica da capital baiana para sediar grandes shows internacionais, posicionando-a como um polo atrativo para marcas globais.

“Isso acabou virando uma grande polêmica. O tempo foi passando e isso acabou não sendo levado à frente. Esse carnaval é a maior operação urbana e cultural do mundo. Fizemos, inclusive, dois carnavais sem o estacionamento da Graça, que é algo importantíssimo. Sabemos que temos dentro desse culto toda uma logística, uma infraestrutura que Salvador, com o passar dos anos, aprendeu a fazer”, disse.

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Foto: Sérgio Di Salles / Acorda Cidade

“Então, temos que esperar terminar o carnaval, avaliar os resultados mais uma vez e, se for algo [importante], acho que a primeira coisa, a partir de agora, é ter um consenso entre as pessoas que fazem o carnaval, os artistas, os empresários de bloco, os empresários de camarote, as entidades”, complementou o presidente.

Shows internacionais em Salvador

Edington também repercutiu um comentário feito pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC). Segundo o gestor fluminense, Salvador tem todas as condições para receber grandes eventos internacionais como o ‘Todo Mundo no Rio’, que este ano acontece no dia 2 de maio.

“Sem sombra de dúvidas. Salvador é a única cidade no mundo que possui infraestrutura, logística, tecnologia e, sobretudo, segurança pública para grandes eventos. Temos todas as condições para isso. O que precisa, de fato, é um trabalho junto às marcas, para que esses grandes eventos internacionais aconteçam aqui. Nós precisamos muito da iniciativa privada”, disse.

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Foto: Sérgio Di Salles / Acorda Cidade

O poder público jamais será o primeiro ator a fazer. Primeiramente, ele tem que ter infraestrutura. A gente tem, ele tem o desejo, tem capacidade para fazer isso e é a gente poder trazer mais, cada vez mais, marcas para que possam entender e compreender essa lógica e realizar isso”, complementou o presidente.

Visão da prefeitura

Durante uma entrevista coletiva, no sábado de carnaval, dia 14 de fevereiro, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), também foi questionado sobre a possibilidade de a cidade, assim como o Rio de Janeiro, receber grandes shows internacionais.

Bruno Reis, prefeito de Salvador pelo União Brasil
Bruno Reis, prefeito de Salvador pelo União Brasil | Foto: Sérgio Di Salles / Acorda Cidade

“Com recursos públicos [não]. A gente precisa estimular o privado para trazer. Vamos trazer a turnê do Guns N’ Roses e de outros artistas internacionais. Salvador não tem orçamento para pagar R$ 30 milhões, R$ 40 milhões em uma atração internacional, por mais que seja importante para a economia, que gere emprego e renda, mas a gente dá todo apoio para o privado que queira trazer”, disse o prefeito.

Com informações do jornalista Sérgio Di Salles, do Acorda Cidade

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