

O Red Bull Bragantino encerrou sua participação no Campeonato Paulista de 2026 de forma amarga. Além da derrota por 2 a 1 para o São Paulo neste sábado (21), que resultou na eliminação nas quartas de final, o clube viu o zagueiro Gustavo Marques protagonizar um episódio polêmico contra a árbitra da partida, Daiane Muniz.
Mesmo tendo marcado o único gol do Massa Bruta no confronto, o defensor canalizou sua frustração com o resultado em críticas à Daiane, questionando a decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) em escala-la para o jogo decisivo. Logo após o apito final, ainda no gramado, Gustavo Marques deu uma declaração que gerou indignação imediata nas redes sociais e entre os comentaristas esportivos.
“Primeiramente, eu quero falar da arbitragem porque não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho”, disparou o defensor à TNT Sports Brasil.
Veja o vídeo do comentário polêmico
Inacreditável a declaração do Gustavo Marques, zagueiro do Bragantino:
“Não dá pra colocar uma mulher pra apitar um jogo desse tamanho”
Que idiota imbecil. Bragantino precisa se pronunciar urgentemente sobre isso.
Grave demaispic.twitter.com/oHY71FBCXU
— Central do Braga (@CentralDoBrega) February 21, 2026
Pedido de desculpas
Após a repercussão negativa, o jogador retornou à zona mista para tentar se retratar. Ele afirmou ter procurado Daiane Muniz pessoalmente para se desculpar e estendeu o pedido de perdão ao público feminino, revelando inclusive ter sido repreendido por familiares.
“Estou aqui para pedir perdão para todas as mulheres do Brasil, do mundo. Até minha mulher me xingou também já pela minha fala. Minha mãe também, todo mundo já me ligou, já falou que eu não deveria falar. Estou sendo homem, estou sendo ser humano de vir aqui pedir perdão pela minha fala”, declarou o zagueiro.
A FPF reagiu rapidamente através de uma nota oficial. A entidade classificou a fala do atleta como “primitiva e misógina” e reafirmou a confiança no trabalho de Daiane Muniz, que possui selo FIFA de qualidade técnica.
“É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. […] Por fim, a FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis”, destacou o trecho do comunicado da federação.
Fonte: Bahia Notícias, parceiro do Acorda Cidade
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