

Nesta quarta-feira (25), aconteceu a Formatura do XI Curso de Motopatrulhamento Tático e Entrega de Título de Amigo do Asa Branca, na Vila Policial Militar, em Feira de Santana. O objetivo do curso é capacitar os policiais militares com uma pilotagem mais avançada.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o tenente Thaison Pimenta, coordenador do curso, destacou o foco principal dessa formação, para auxiliar na atuação de ocorrências em Feira de Santana e região.
Esse curso visa capacitar os policiais militares para atuarem nas ocorrências de grande vulto [proporção] na região de Feira de Santana e de toda a Bahia. Temos policiais de todas as unidades da PMBA formando aqui no Esquadrão Motociclistas do Asa Branca. Também visa capacitar tecnicamente os policiais com uma pilotagem mais avançada, uma pilotagem de alto risco. Mas com o objetivo de quê? O deslocamento seguro até o local da ocorrência, e com a moto de alta cilindrada a gente consegue chegar mais rápido e atender a sociedade com maior efetividade”.

O coordenador salientou que, no deslocamento durante ocorrências, é necessário utilizar as técnicas corretas para ultrapassar os veículos com segurança, para não causar acidentes. “A gente precisa capacitar os profissionais para atender cada vez melhor a sociedade baiana e, sobretudo, a feirense”.
De acordo com ele, o curso começou com 22 alunos. No entanto, ao decorrer das aulas, que começaram no dia 15 de dezembro de 2025 e terminaram neste dia 25 de fevereiro, alguns policiais foram desligados, por conta de lesões ou problemas com habilidade no manuseio das motocicletas.
“A gente tem que também prezar pela segurança do próprio policial. Se ele não tem aquela habilidade, a gente tem que ter a consciência e passar para o policial o motivo”.
Uso de motocicletas
Além disso, disse que, apesar de exigir mais do policial, o uso das motos tem crescido dentro da Polícia Militar, principalmente pela rapidez no deslocamento, o que facilita no atendimento das ocorrências.
“Nosso esquadrão é especialista em motocicletas, mas aqui dentro de Feira de Santana existem outras unidades que têm atividade de moto, não necessariamente vinculada ao nosso esquadrão. Isso mostra também que está sendo algo crescente dentro das unidades e além disso é algo que está dando resultado no atendimento das ocorrências”.
Por fim, o tenente Thaison Pimenta reforçou que essa formatura é um momento de grande celebração. “O curso faz o policial passar por diversos momentos de reflexão, de capacidade a ser testado fisicamente, mentalmente e habilidade. Então a gente está formando um policial realmente diferenciado, testado para diversas atividades”.
“Quando existe uma emergência, existe uma necessidade rápida da chegada policial”, diz major
O major Rafael Sachdev, comandante do Esquadrão de Motociclistas Asa Branca, informou que esse curso forma policiais para o Garra, que, segundo ele, se trata de uma tropa tática do Comando da Região Leste que atua em situações de extremo risco.

“São policiais preparados em motocicletas de alta cilindrada, e que junto com toda a estrutura de policiamento existente em Feira de Santana, dão o combate à criminalidade que é necessário na nossa cidade”.
Assim como disse que a missão do motopatrulhamento tático é atuar em locais de risco ou de difícil acesso, por conta da facilidade das motocicletas em “cortar o trânsito”.
“Isso é importante, porque a gente sabe que quando existe uma emergência, existe uma necessidade rápida da chegada policial. Seja para uma atuação solicitada pela população, ou seja da própria tropa da PM de Feira de Santana, que esteja em um momento de missão de apoio”.
Segundo o major, o Garra atua diariamente com uma equipe em pontos estratégicos de Feira de Santana. “Só no último estágio do curso de motopatrulhamento tático, em cerca de 10 dias fizemos nove prisões em flagrante. Fizemos nove resultados operacionais na cidade com essa equipe de formandos”.
Facilidade e rapidez
Dessa forma, o comandante afirma que a maior diferença entre as viaturas e as motos é a rapidez no trânsito. As motos, que são de 750 cilindradas, permitem que os policiais cheguem mais rápido no local da ocorrência.
“A gente sabe que a viatura, a quatro rodas convencional, vai atender a ocorrências e é importante o policiamento, mas que nos momentos de trânsito intenso, nas necessidades de cortar as vias, a motocicleta é melhor para isso. Então, se a população de Feira anda sobre rodas, o Asa Branca também tem as suas equipes em cima de duas rodas”.
Rafael Sachdev também contou que o objetivo do Garra é atuar no apoio. “É a tropa de confronto, de locais de alto risco, é a tropa que vai fazer o enfrentamento à criminalidade. […] Sempre no apoio, com atividade de inteligência, sempre pautado na legalidade, na força controlada, na disciplina elevada e na lealdade ao mando da instituição”.
“É um propósito da Polícia Militar a permanente qualificação dos seus quadros”, diz coronel
O coronel Michel Müller, responsável pelo Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL), também esteve no evento, e destacou a importância dessa formação, que, se necessário, pode atuar em qualquer bairro de Feira de Santana.

É um propósito da Polícia Militar a permanente qualificação dos seus quadros, fortalecendo os nossos efetivos com conhecimentos, com a melhor técnica, com a consciência de que se deve prestar um serviço de qualidade para as pessoas, maximizando nossa capacidade operativa e diminuindo de até alguma forma a nossa energia, já que a gente vai trabalhar de forma mais assertiva e mais focada nos nossos objetivos, maximizando os nossos resultados, diminuindo os esforços e maximizando resultados com o melhor emprego da nossa tropa”.
O comandante também afirmou que a quantidade de motocicletas atuais é suficiente, bem como que o CPRL atuará em conjunto com outros comandantes para manter o número de formandos desse curso no esquadrão.
“Foram 17, sendo que um do Mato Grosso do Sul. Alguns são daqui da região leste mesmo. Esse da região leste, eu tenho a possibilidade de transferir imediatamente para o Esquadrão Asa Branca. Os das outras regiões, eu vou tratar com cada coronel e comandante para fazer a liberação do PM e trazer aqui para o nosso esquadrão”.
Outro ponto abordado pelo coronel foi o redimensionamento das áreas de atuação das equipes, como o apoio à região de Coração de Maria. Com isso, espera-se que os resultados obtidos sejam mais promissores do que em 2025, no qual houve uma redução de 32% dos homicídios em Feira de Santana.
De acordo com ele, a 67ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) retornou a ocupar espaço físico territorial na cidade, especialmente no bairro Tomba.
Trazendo a 67ª para dentro de Feira de Santana, a gente diminui a área do 25º Batalhão, diminui a área da 65ª CIPM, que era muito extensa. A 65ª retorna a ser a responsável pelo Campo Limpo, pelo George Américo, que historicamente pertencia àquele lugar. E eu estou instalando, com o major Jorge, a 65ª provisoriamente na base comunitária do George Américo, o que vai aumentar a circulação de viaturas naquele lugar, até que se construa em definitiva a sede da 65ª aqui na Vila do Portal do Sertão”.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
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