3 de March de 2026
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Foto: reprodução / Freepik
A otorrinolaringologista Amanda Almeida explicou que o costume, sem pausas para alívio, pode lesionar as células do ouvido.
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Que o fone de ouvido é uma boa companhia para a maioria das práticas esportivas, isso não é segredo para ninguém. Seja correndo, levantando peso, fazendo cross ou até mesmo nadando, parece que o esporte fica mais divertido quando é feito com um som do nosso agrado. Mas será que o hábito pode trazer riscos à saúde?

Especialistas apontam que o uso prolongado do fone de ouvido, com volume acima do ideal, pode levar à perda auditiva. E a atenção deve estar justamente sobre quem tem o hábito de praticar, rotineiramente, esportes com os fones.

Sabendo da importância do assunto, o Acorda Cidade resolveu conversar com uma otorrinolaringologista, médica responsável pelo diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças no ouvido, nariz, faringe e laringe.

Colocando a audição em risco

A médica Amanda Almeida explicou que o costume de praticar exercícios físicos com o volume do som dos fones mais alto que o ideal, sem pausas para alívio, pode lesionar as células do ouvido e, consequentemente, prejudicar a audição, a chamada Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair).

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Amanda Almeida, médica otorrinolaringologista | Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

“Praticar exercícios em condições de barulho aumenta a exposição do ouvido e a chance de lesar as células. Música alta na academia, barulho prolongado de obras, sirenes e buzinas de trânsito são condições que, se prolongadas, podem afetar o ouvido”, disse a médica.

“É importante fazer pausas para que o ouvido se recupere, então, o ideal é não ultrapassar 60 minutos contínuos. O volume do som deve sempre ficar entre 60% e 70% da capacidade do fone, evitando o som máximo”, complementou a profissional.

Sem musiquinha?

Apesar dos riscos reais, a médica explicou que é possível manter a prática dos exercícios utilizando os fones, sem oferecer grandes ameaças ao sistema auditivo, de preferência escolhendo bem os equipamentos.

“Fones que façam isolamento de ruído são preferíveis. Esses fones têm tecnologia para cancelar o barulho do ambiente, fazendo com que não se precise aumentar tanto o volume para conseguir escutar a música sem interferência”, disse Almeida.

“É importante também usar o fone com cautela: evitar colocar o volume no máximo da capacidade e sempre fazer pausas. Além disso, não dormir com fones, não usar em caso de chiado, zumbido ou dor”, complementou a médica.

Já preciso de ajuda?

Amanda explicou que um dos sinais mais comuns de que a audição pode estar sendo prejudicada são os chiados, popularmente conhecidos como zumbido, após parar de utilizar o fone, sensação de ouvido abafado, incômodo com alguns tipos de sons, dificuldade de compreender a fala de outras pessoas e a necessidade de aumentar o volume do fone.

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Embora encarado como um incômodo passageiro, o zumbido pode indicar problemas de saúde mais sérios quando persistente ou acompanhado de outros sintomas |
Foto: Envato

“Em ambientes externos, é importante não colocar o volume alto para que se consiga notar a aproximação de carros ou buzinas. Além de preservar a audição, precisamos praticar exercícios com segurança. Caso você note desconforto, é importante buscar ajuda de um otorrinolaringologista para avaliação do ouvido e realização de exames corretos, como a audiometria”, finalizou a médica.

Com informações da jornalista Daniela Cardoso do Acorda Cidade

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