

A expansão dos procedimentos estéticos faciais colocou técnicas como toxina botulínica (botox), preenchimentos com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno e microagulhamento no centro das conversas sobre autocuidado e saúde. Se antes eram vistos como tabu, hoje esses tratamentos são amplamente procurados por homens e mulheres de diferentes idades. No entanto, a popularização também trouxe um efeito colateral: a disseminação de mitos que geram medo, banalização ou expectativas irreais.
Para a cirurgiã-dentista pós-graduada em Harmonização Orofacial, Dra. Adriana Fabres, a informação de qualidade é parte essencial da segurança do paciente. “Procedimentos injetáveis não são simples intervenções estéticas. Eles envolvem anatomia, farmacologia, técnica e planejamento. Quando indicados corretamente e realizados por profissional habilitado, são seguros. O problema começa quando decisões são tomadas de forma precipitada com base em informações erradas”, afirma.

O que é mito e o que é verdade?
Mito.
A toxina botulínica atua relaxando temporariamente músculos responsáveis pelas rugas de expressão, como as da testa e ao redor dos olhos. Segundo a especialista, o efeito artificial acontece quando o produto é aplicado no local errado. “O objetivo do botox bem indicado é suavizar marcas e manter a naturalidade. O paciente continua se expressando normalmente, porque o botox é aplicado apenas em pontos específicos, e nunca no rosto todo”, explica.
Verdade.
Embora não haja uma idade fixa para iniciar procedimentos, cada fase da vida exige abordagem diferente. Pacientes mais jovens costumam buscar prevenção e qualidade da pele; pacientes mais maduros priorizam sustentação, estímulo de colágeno e naturalidade. “Não se trata de fazer todos os procedimentos, mas de fazer o que é indicado para aquele momento, entendendo a individualidade de cada paciente”, pontua.
Mito.
A ideia de transformação radical está mais ligada a casos pontuais e à exposição em redes sociais do que à prática clínica adequada. “A harmonização moderna prioriza equilíbrio e respeito às características individuais. O foco é dar mais harmonia para o rosto do paciente, realçar o que já é bonito e disfarçar o que incomoda o paciente, não mudar a identidade da pessoa”, explica Dra. Adriana.
Verdade.
O resultado final não depende apenas da técnica aplicada no momento da injeção, mas também dos cuidados adotados nas horas e dias seguintes aos procedimentos. Evitar exposição solar intensa, exercícios físicos intensos logo após os procedimentos e seguir corretamente as orientações profissionais são medidas que influenciam diretamente na recuperação e na qualidade do resultado. “A aplicação é apenas uma etapa. O comportamento do paciente no pós-procedimento impacta na segurança, na durabilidade e na naturalidade do procedimento ”, destaca a especialista.
Mito.
Embora o desconforto seja uma preocupação comum, cada paciente tem uma sensibilidade diferente para a dor. Além disso, ela pode ser significativamente reduzida quando o procedimento é conduzido de forma humanizada. “A dor não precisa ser um fator determinante para evitar o tratamento. O uso de anestésicos tópicos, de forma correta, por exemplo, é uma abordagem humanizada. E isso faz muita diferença na experiência do paciente”, explica a Dra. Adriana Fabres.
Mito.
A segurança de um procedimento não depende apenas da marca utilizada. Ambiente adequado, licença sanitária, material esterilizado ou descartável e preparo técnico do profissional são determinantes. “Mesmo produtos aprovados podem gerar complicações se aplicados sem conhecimento anatômico ou sem estrutura para conduzir intercorrências”, alerta.
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