

Professoras aposentadas da rede municipal de Feira de Santana realizaram, na manhã desta segunda-feira (13), uma manifestação no centro da cidade para cobrar informações sobre o pagamento dos precatórios da educação. O grupo se concentrou na Praça do Nordestino e seguiu em caminhada até o estacionamento da Prefeitura Municipal.
A mobilização ocorre poucos dias após o Acorda Cidade divulgar que os recursos destinados ao pagamento dos precatórios já estariam disponíveis na conta da prefeitura. A informação foi apresentada pelo vereador José Carneiro Rocha, líder do governo na Câmara, com base em dados repassados pelo sindicato da categoria. Apesar disso, ainda não há detalhes oficiais sobre valores, datas ou critérios de pagamento, o que tem gerado insatisfação entre os beneficiários.
A reportagem do Acorda Cidade acompanhou o início da manifestação e ouviu professores que cobraram mais transparência do poder público.
“Chegou o dinheiro no dia 30 e até agora não tivemos nenhuma informação. O que sabemos extraoficial que não iremos receber com juros e que também a nossa data foi mudada desvinculou aposentado de ativos. Isso não é justo, porque o aposentado, de Feira de Santana, professor, a idade é entre 60 e 80 anos. Vamos esperar mais o quê?”, declarou a professora Francisca da Silva Oliveira.
Segundo a professora, o objetivo da manifestação é chamar atenção das autoridades, mas também da sociedade para o problema.
“Estamos fazendo o movimento para a comunidade entender e saber por que estamos buscando uma saída para essa situação.”
Outro ponto levantado pelos manifestantes é a falta de informações sobre os valores individuais a serem recebidos. “Ninguém sabe de nada. Nada foi informado ainda. Não saiu nada”, reforçou a professora.
Já a professora aposentada Marta Alves, que lecionou por 37 anos, também relatou a expectativa pelo pagamento.
“Foi um período muito bom em que nós trabalhamos, apesar dos pesares. A gente sabe que o professor sempre tem muitas dificuldades, que enfrenta com os pais, com os alunos, com a falta de material e tudo, mas nós temos amor. Apesar disso, a gente não trabalha somente por amor, a gente trabalha porque precisa do salário.”
Mesmo sem saber quanto irá receber, a professora sabe que tem direito ao recurso.
Trabalhei a vida inteira. Preciso receber”, declarou Marta ao Acorda Cidade.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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