13 de April de 2026
Dom Zanoni defende liberdade religiosa como direito fundamental durante simpósio em Feira de Santana
Foto: Divulgação
Em sua fala, Dom Zanoni destacou que a liberdade religiosa está entre os pilares mais profundos dos direitos humanos.
Dom Zanoni defende liberdade religiosa como direito fundamental durante simpósio em Feira de Santana
Foto: Divulgação

A defesa da liberdade religiosa como expressão da dignidade humana marcou a participação do arcebispo metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, no I Simpósio de Liberdade Religiosa, realizado em Feira de Santana, no domingo (12), com lideranças religiosas de diferentes credos, autoridades e representantes da sociedade civil em torno do diálogo inter-religioso.

O evento, promovido pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em parceria com a J. Reuben Clark Law Society, teve como tema central “Liberdade Religiosa como Direito Humano Fundamental”, proporcionando uma reflexão sobre o respeito às crenças, a convivência pacífica e o papel das religiões na construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

Em sua fala, Dom Zanoni destacou que a liberdade religiosa está entre os pilares mais profundos dos direitos humanos, enquanto um direito natural de cada indivíduo, que deve ser resguardado também no âmbito civil. “A liberdade religiosa consiste essencialmente em uma imunidade de coação. Ninguém pode ser forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de agir segundo ela”, afirmou.

Ainda na oportunidade, o arcebispo ressaltou que a fé, por sua própria natureza, exige liberdade.

Dom Zanoni defende liberdade religiosa como direito fundamental durante simpósio em Feira de Santana
Dom Zanoni | Foto: Divulgação

“Não se pode impor a adesão a Deus. A resposta ao mistério divino só pode ser autêntica quando nasce da liberdade interior da pessoa”, sublinhou, ao destacar que qualquer forma de imposição contradiz tanto os direitos humanos quanto a própria essência da experiência religiosa.

Outro ponto abordado foi a dimensão comunitária da liberdade de culto. Dom Zanoni lembrou que não apenas os indivíduos, mas também as comunidades religiosas possuem direitos, como o de celebrar publicamente sua fé, formar ministros e contribuir para a vida social.

Ao tratar do papel do Estado, o arcebispo foi enfático ao afirmar que cabe ao poder público garantir e proteger a liberdade religiosa, assegurando igualdade jurídica e impedindo qualquer forma de discriminação. “O Estado ultrapassa sua competência quando pretende impor práticas religiosas ou impedir sua expressão legítima”, pontuou.

Dom Zanoni ainda chamou atenção para os desafios do mundo atual, marcado pela diversidade e, ao mesmo tempo, por tensões. Para ele, o caminho passa pela educação para o respeito, pelo diálogo e pelo reconhecimento do outro como alguém que também busca sentido para a vida. “As religiões são chamadas a serem promotoras da fraternidade. Quando vividas em sua autenticidade, contribuem para a paz, a justiça e o cuidado com a vida”, completou.

Ao concluir, o arcebispo definiu a liberdade religiosa como “o oxigênio dos demais direitos humanos”, destacando que sua garantia favorece o desenvolvimento integral da pessoa e dos povos. Deste modo, a Igreja de Feira de Santana reforça a importância de iniciativas desta natureza, assegurando o seu compromisso com o diálogo inter-religioso e a defesa da liberdade religiosa como direito essencial.

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