

A Arquidiocese de Feira de Santana divulgou, nesta segunda-feira (13), uma nota oficial em apoio ao Papa Leão XIV, após críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O documento, assinado em nome da instituição, reforça a missão do Pontífice na defesa da paz e da dignidade humana.
As declarações de Trump ocorreram nas redes sociais, onde o ex-presidente chamou o Papa de “fraco” e o acusou de agir como “político” ao se posicionar sobre conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio.
Mesmo diante dos ataques, o Papa adotou um tom firme e sereno, reafirmando sua postura. “Não tenho medo do governo de Donald Trump”, declarou, ao manter sua posição em favor da paz e contra a escalada de conflitos.
No Brasil, além da manifestação da Igreja de Feira de Santana, a CNBB também se posicionou publicamente em defesa do Santo Padre. Em nota, os bispos afirmaram estar unidos ao Papa “na defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos”, destacando que sua autoridade moral nasce do Evangelho, e não de disputas políticas.
A Arquidiocese de Feira, por sua vez, afirma que as críticas feitas ao pontífice “demonstram desconhecimento quanto à natureza de sua missão”, reforçando que o Papa não atua como agente político. “O Santo Padre não atua como agente político ou ideológico, mas como autoridade moral e espiritual, fundada no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja”, destaca o texto.
A nota também ressalta a atuação do Papa diante dos conflitos internacionais: “Sua voz se eleva em defesa da paz, do diálogo e da dignidade humana, em fidelidade a Cristo, o Príncipe da Paz”.
Ao abordar o cenário de guerra, especialmente no Oriente Médio, a Arquidiocese é enfática ao afirmar que “o silêncio diante da injustiça seria omissão” e que “nenhuma causa justifica o derramamento de sangue inocente”.
Confira a nota na íntegra
A Arquidiocese de Feira de Santana manifesta seu repúdio às declarações de Donald Trump sobre o Papa Leão XIV, as quais demonstram desconhecimento quanto à natureza de sua missão.
O Santo Padre não atua como agente político ou ideológico, mas como autoridade moral e espiritual, fundada no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. Sua voz se eleva em defesa da paz, do diálogo e da dignidade humana, em fidelidade a Cristo, o Príncipe da Paz.
Diante da violência e dos conflitos, especialmente no Oriente Médio, a Igreja reafirma que o silêncio diante da injustiça seria omissão e que nenhuma causa justifica o derramamento de sangue inocente. Reafirmamos nosso apoio ao Santo Padre e nossa comunhão com a Igreja na promoção da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.
