

A Tribuna Livre da Câmara Municipal de Feira de Santana foi utilizada, nesta terça-feira (14), para dar visibilidade a uma iniciativa que tem mudado a relação de estudantes com a leitura e a escrita. Representando o Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Áureo de Oliveira Filho, a professora Vitória Moreira apresentou o projeto Vozes do Futuro, que completa este ano 10 anos.
Segundo a professora, a proposta vai além da formação técnica e busca incentivar o hábito da leitura e da produção textual entre os alunos. “O Ceep Áureo de Oliveira Filho, apesar de ser uma instituição voltada para formação profissional, nós procuramos trabalhar com os nossos estudantes todas as suas potencialidades.”

“Esse projeto incentiva nossos estudantes a lerem mais. Apesar de sermos uma escola técnica precisamos incentivar sim a produção textual, a leitura dos nossos estudantes e para comemorar esses 10 anos nós estamos com a parceria do Vozes do Futuro e do LiteraCria para estar levando o nosso projeto para mais estudantes da nossa rede, não somente da rede estadual, mas de toda a rede de Feira, incluindo a municipal.”
Segundo a professora, a direção, os vice-diretores, os professores e toda a comunidade escolar abraçam a proposta e contribuem para o fortalecimento do projeto. O reconhecimento veio também fora da escola. No ano passado, a iniciativa recebeu uma homenagem da Academia de Letras de Feira de Santana.
Ao longo da última década, os resultados têm sido percebidos principalmente na transformação do comportamento dos estudantes em sala de aula.
“Nós tínhamos alguns estudantes que na sala de aula estavam ali no fundo, paradinhos, escondidos e em uma das nossas etapas que é a produção de poema esses alunos se destacaram. Então durante todos esses 10 anos nós conseguimos trazer o protagonismo justamente para esse estudante que estava ali paradinho, que estava ali escondidinho.”
O projeto envolve diferentes etapas, desde a criação até a apresentação dos trabalhos, com incentivo à participação dos estudantes.
“Os estudantes que produzem, fazemos uma competição com premiação. O prêmio final é uma viagem para Salvador com todos os vencedores. Então a gente procura, de alguma forma, agregar valor ao projeto, trazendo essas gratificações para os estudantes. Mas o que eles ganham, na verdade, é conhecimento, que é a nossa proposta. Implementar, preparar os nossos estudantes para a vida como um todo.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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