

A manhã desta segunda-feira (20), véspera de feriado prolongado de Tiradentes, foi de transtornos para quem buscou atendimento no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Rodoviária, em Feira de Santana. Apesar do ponto facultativo nas repartições estaduais, muitos usuários, inclusive, com agendamentos confirmados para hoje, foram pegos de surpresa.
A principal queixa foi a falha na comunicação. Apesar da decretação do ponto facultativo, quem tinha atendimento marcado afirma que não recebeu qualquer aviso prévio, nem encontrou informações no local sobre o fechamento nesta segunda. Sem contato ou reagendamento dos serviços, muitos só descobriram a suspensão ao chegar ao SAC.
Debaixo da forte chuva que caiu na cidade, moradores de diferentes bairros e até de outros municípios chegaram ainda nas primeiras horas do dia e encontraram as portas fechadas.
A situação gerou indignação entre os usuários, que relataram à reportagem do Acorda Cidade o prejuízo de ter saído de casa cedo, enfrentado o mau tempo e, ao chegar ao SAC, não conseguir atendimento.
“Marcaram que era para estar aqui 7h, eu vim pra renovar minha carteira dia 20, hoje. Quer dizer, aí eu não podia botar um aviso que o SAC era fechado?”, questionou Antônio José, morador do conjunto Gabriela, que tinha atendimento agendado para as 7h e chegou por volta das 6h30.
A situação se repetiu com outros usuários. A dona de casa Ana Cristina, do Panorama, chegou ao SAC por volta das 6h10, acompanhada de duas crianças, também debaixo de chuva. Ela buscava atendimento para emissão de identidade. Ao Acorda Cidade, ela disse que há um tempo vem buscando o atendimento. “Tive a informação que só funciona quarta-feira. Já é a segunda vez de novo sem conseguir. Acordei cedinho.”
Do distrito de Humildes, Maria das Graças saiu de casa antes das 6h, levando a mãe de 86 anos para atendimento. Ao chegar, encontrou o órgão fechado. “Saí de lá 20 para as 6. A gente vem, chega aqui, chovendo, agendou pra hoje. Minha mãe que tem 86 anos está ali. Agora chega aqui, tudo fechado.”
Quem também enfrentou dificuldades foi o trabalhador Ronildo Santos Costa, conhecido como Bau, que saiu de Irará para tentar atendimento. “Vim fazer a identidade. Não tinha agendado não, a gente veio tentar a ficha. Uma decepção chegar aqui e dar de cara com a porta e a gente fica aqui na chuva. É muito transtorno.”
No local, havia apenas um comunicado sobre o atendimento da nova Carteira de Identidade Nacional, informando que ocorre por ordem de chegada, sem menção ao ponto facultativo.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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