4 de May de 2026
Foto: Freepik
Ser mãe é a profissão mais importante e nobre, pois lida com um ser humano do qual pode depender um mundo melhor.
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No próximo domingo (10), celebramos o Dia das Mães. No Brasil, o primeiro Dia das Mães foi comemorado na capital gaúcha, Porto Alegre, em 12 de maio de l918. Em l932, o então presidente da República, Getúlio Vargas, oficializou a data a ser celebrada no segundo domingo de maio. Em l947, por determinação de Dom Jaime Câmara, Arcebispo do Rio de Janeiro, a data passou a fazer parte do calendário da Igreja Católica, no Brasil.

NUMEROSAS MÃES estavam na fila para a matrícula de seus filhos, num estabelecimento escolar. Cada uma, ao chegar a sua vez, preenchia a ficha, com os dados habitualmente solicitados: Nome da criança, idade, sexo, nome dos pais, profissão do pai, profissão da mãe e endereço. Todas as perguntas eram respondidas normalmente, sem hesitação, apenas um dos itens causava algum problema: a profissão.

ALGUMAS mães ficavam indecisas diante da pergunta: profissão? As que trabalhavam fora de casa não tinham dificuldade e colocavam: professora, balconista, doméstica, enfermeira, secretária, jornalista, costureira… As que não trabalhavam fora, não sabiam o que responder. Uma, porém, que era mãe de três filhos, colocou: profissão? Mãe. A resposta surpreendeu a todos, pois ela trabalhava meio turno como enfermeira. Poderia ter colocado isso. Além do mais, seus três filhos eram adotivos. No entanto, escolhera ser mãe, essa era sua profissão.

A MÃE, nas tarefas e, na realidade de cada dia, exerce diversas profissões: é babá, cozinheira, lavadeira, enfermeira, professora, psicóloga… Mas, todas essas atividades podem ser resumidas numa única palavra: mãe. É a profissão mais importante e nobre, pois lida com um ser humano do qual pode depender um mundo melhor. Isso só acontecerá à medida que muitas mães escolherem esta profissão: ser mãe.

NA CELEBRAÇÃO do Dias das Mães recordamos todas as mães do mundo: mães pobres, ricas, analfabetas, educadoras, mães solteiras… mães de presidiários, de filhos dependentes químicos, com alguma deficiência… Lembramos, também, das generosas mães que adotam filhos – filhos que foram gerados no coração. Lembramos as mães que choram pelos filhos que já partiram deste mundo. Mãe é aquela que ama o filho, nascido do seu ventre ou de seu coração!

VAMOS, portanto, agradecer a Deus pela nossa mãe, seja ela viva ou falecida. Ela é a única e a melhor! Por isso, nunca é bom fazer comparações entre a nossa mãe e a dos outros. A nossa é sempre a melhor e a mais santa. Ela nos leva em seu ventre por nove meses e, depois do parto, como primeira catequista, nos conduz pelos caminhos de Deus e nos ensina que a maior alegria do ser humano é passar a vida servindo a todos. Obrigado mãe!

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emérito
di.vianfs@ig.com.br