5 de May de 2026
Alagoinhas decreta emergência após aumento de casos de dengue e chikungunya
Foto: Secom/Alagoinhas
O decreto tem validade inicial de 30 dias e poderá ser prorrogado, caso o cenário epidemiológico continue exigindo medidas mais rigorosas.
Alagoinhas decreta emergência após aumento de casos de dengue e chikungunya
Foto: Secom/Alagoinhas

Diante do avanço dos casos de dengue e chikungunya, a Prefeitura de Alagoinhas decretou situação de emergência em saúde pública no município. A medida foi publicada no Diário Oficial na segunda-feira (4) e busca reforçar as ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses.

Na manhã desta terça-feira (5), o prefeito Gustavo Carmo publicou um vídeo em uma rede social pedindo o apoio da população no enfrentamento da doença. Ele destacou que a maior parte dos focos do mosquito está dentro das residências e reforçou a necessidade de permitir a entrada dos agentes de saúde.

“Quando um agente de saúde não consegue entrar em uma casa, é como se alguém estivesse remando contra a maré”, afirmou o prefeito.

Segundo dados da própria gestão municipal divulgados pelo Alagonews, site parceiro do Acorda Cidade, já foram registradas 820 notificações de dengue e 253 de chikungunya, cenário que indica alta transmissão e exige resposta imediata por parte do poder público.

Com o decreto, a prefeitura passa a ter autorização para adotar medidas emergenciais, como o aumento das visitas domiciliares, campanhas educativas, ampliação do atendimento nas unidades de saúde e ações mais intensas de controle do vetor, incluindo limpeza de áreas e eliminação de possíveis criadouros.

O documento também permite, dentro dos critérios legais e em situações específicas, o acesso a imóveis fechados ou abandonados, considerados pontos de risco para a proliferação do mosquito.

De acordo com a administração municipal, o combate à dengue já vinha sendo intensificado desde o início do ano, com atuação de agentes de saúde em diversos bairros, principalmente nas regiões com maior incidência de casos.

Um dos principais entraves, no entanto, tem sido a dificuldade de acesso aos imóveis. Dos cerca de 60 mil imóveis visitados pelas equipes, aproximadamente 29 mil estavam fechados, abandonados ou tiveram a entrada não autorizada pelos moradores.

A orientação é para que os moradores façam inspeções frequentes em casa, eliminando recipientes com água parada e mantendo caixas d’água e reservatórios sempre bem vedados.

O decreto tem validade inicial de 30 dias e poderá ser prorrogado, caso o cenário epidemiológico continue exigindo medidas mais rigorosas.

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