

O Sindicato do Comércio de Feira de Santana (Sicomércio) projetou que cerca de 2 mil pessoas serão contratadas para trabalhar no setor durante o período das festas de São João deste ano no município.
A estimativa, considerada altamente positiva, foi divulgada pelo presidente da entidade, Marco Silva, em entrevista ao Acorda Cidade. A aposta do sindicato é que grande parte desses novos colaboradores seja distribuída para atuar nos segmentos de bebidas, vestuário e calçados.

“É um número considerado expressivo porque estamos com o emprego em alta e isso reflete em toda a cadeia. O nosso problema não é nem trabalho nem renda, e sim o endividamento das famílias e o aumento do custo de vida pelos impostos e, principalmente, pela inflação dos combustíveis”, disse Silva.
“Esse número de vagas é importante porque já na semana do São João teremos o pagamento da segunda parcela do abono aos trabalhadores. Isso foi um instrumento criado na convenção coletiva, entre o sindicato das empresas e dos trabalhadores, para ter um incentivo extra e compensar esse aumento do custo de vida”, complementou o presidente.

Marco explicou que, para além das contratações, que indicam que o segmento está indo bem, a aproximação do Arraiá do Comércio é um sinal claro do otimismo e da força da categoria. Neste ano, o arrasta-pé ocorrerá no dia 6 de junho e deve reunir 20 mil pessoas.

“Hoje o empresário enxerga esse período do Dia das Mães até o São João como um período único. Então, quando ele faz as compras, já faz as compras para esse período, já treina a equipe para esse período e também já faz a contratação de alguns temporários pensando em todo esse período”, disse.
Dia das Mães
Questionado sobre o desempenho do comércio na última semana por conta do Dia das Mães, Silva avaliou o resultado como positivo e dentro do esperado.
Para a reportagem do Acorda Cidade, o presidente do sindicato destacou as vendas nas lojas de vestuário, em especial as femininas, além dos setores de calçados e alimentos, e afirmou que a performance foi reflexo da economia.

“A gente foi muito pé no chão. Feira de Santana manteve um equilíbrio em relação ao ano passado, apesar de uma dificuldade realmente grande. O empresário está tendo que ser criativo, o comerciário está tendo que dar um atendimento especial, porque não é fácil manter os níveis, mas Feira de Santana consegue surpreender. Então, eu diria que o Dia das Mães foi um período positivo, mas não foi um crescimento grande, foi uma estabilidade”, disse.
“As pessoas estão ganhando mais, mas também estão tendo menos dinheiro disponível. A verdade é essa. Quando você paga suas contas, o dinheiro que fica para você comprar suas coisas fica menor. Então, por isso, dá essa sensação de que você está trabalhando mais, ganhando mais e o dinheiro não aparece”, finalizou.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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