1 de June de 2026
Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro | Foto: Esfera Brasil/Divulgação
Nesta 6ª fase da operação, o objetivo é aprofundar as investigações sobre suspeitos de integrar uma organização criminosa.
Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro | Foto: Esfera Brasil/Divulgação

A Polícia Federal (PF) prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na manhã desta quinta-feira (14), em Belo Horizonte, durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao Master.

De acordo com o blog da Camila Bomfim, no g1, além do pai de Vorcaro, a operação desta quinta mira pessoas ligadas as ações de Luiz Phillipi Mourão, sicário de Vorcaro.

Nesta 6ª fase da operação, o objetivo é aprofundar as investigações sobre suspeitos de integrar uma organização criminosa acusada de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos informáticos.

Segundo informações obtidas pela TV Globo, o pai de Daniel Vorcaro era responsável por demandar serviços e efetuar os pagamentos dos integrantes de núcleos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, em que eram combinados os crimes de coação e vazamento.

A PF afirma que, sob comando de Daniel Vorcaro, o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos, além de bloqueio e sequestro de bens.

Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia divulgado oficialmente quem são os alvos da operação. Segundo a TV Globo apurou, entre eles estão:

  • 1 agente da PF, alvo de mandado de prisão
  • 1 delegada da PF, alvo de mandados de busca e apreensão
  • 1 agente da PF aposentado, alvo de mandados de busca e apreensão

Os investigados podem responder por ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

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