

Uma nova tendência na maneira de consumir, a economia colaborativa ou compartilhada tem moldado a forma com que empresas e consumidores encaram os bens e os serviços. Pautado no predomínio do uso em relação à posse, tem se refletido cada vez mais sobre o comportamento das pessoas, sobre as práticas de mercado, sobre a produção e também sobre a economia.
Comprar menos e alugar mais, ou, em outras palavras, maior compartilhamento de recursos, principalmente de maneira pontual e temporária, frente à posse definitiva, é tido como revolucionário justamente por maximizar o acesso a recursos limitados. Com o auxílio da tecnologia, essa prática é ainda mais impulsionada.
Entre os maiores expoentes da economia compartilhada, estão o Airbnb, no ramo de hospedagem, e a Uber e a 99, no ramo de transporte. Ambos pegam recursos limitados – o carro, a casa, o apartamento – e ampliam o acesso por meio do compartilhamento. Para o consumidor, isso significa mais opções, redução de custos, dada a competitividade, entre outros benefícios.
Maior conscientização do consumo
Também significa mais conveniência. Afinal, só se usa de acordo com a necessidade, sem desperdícios. Este é um fator que vai de encontro também à agenda ESG (Environmental, Social and Governance) – Ambiental, Social e Governança, em português. Menos desperdício significa alocação de recursos mais eficiente, menor impacto ambiental, além de fortalecer uma cultura de consumo mais consciente.
Logo, consumo mais consciente e redução nos custos têm levado cada vez mais consumidores ao modelo. Pesquisa feita pela Confederação de Dirigentes Lojistas mostrou que 74% das pessoas já utilizaram algum serviço nos moldes de consumo colaborativo.
Já em termos econômicos, o alcance é ainda mais significativo. Levantamento da Allied Market Research aponta para um movimento do mercado global em torno de US$ 827,1 bilhões até 2032, com crescimento anual de quase 8%. Esse cenário positivo e de oportunidades leva também a uma diversificação nos tipos de serviços ofertados.
Diversos segmentos encontram sucesso no modelo
O aluguel de eletrônicos, por exemplo, encontrou terreno fertil. Algumas startups passaram a ofertar assinaturas de celulares, computadores e videogames de alto desempenho para um público bastante engajado em tecnologia, mas que não pretende fazer altos investimentos em produtos que depreciam rapidamente em termos tecnológicos.
Há ainda empresas que oferecem pacotes de assinatura para instrumentos musicais, para espaços corporativos (coworking) e até mesmo passeadores de cachorros e aluguel de ferramentas, por exemplo. Tudo é bastante facilitado pela praticidade oferecida pela tecnologia, como aplicativos e plataformas digitais.
Sendo assim, a economia colaborativa é um caminho que tem tudo para se tornar um dos pilares do consumo moderno nos próximos anos. Aliando praticidade, economia, diversidade de opções e sustentabilidade, beneficia tanto consumidores como empresas e startups, inclusive servindo como combustível para ativos ociosos.
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