
Os resultados exitosos do Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda do Brasil, foram amplamente destacados no programa “Bom Dia, Ministro” com o titular do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, nesta quarta-feira (27). Durante a entrevista, ele afirmou que a política pública vem sendo, ao longo dos últimos anos, uma das principais promotoras de dignidade e cidadania às famílias brasileiras.
“O Brasil é um país que defende a paz, a trégua, o diálogo, para que a gente tenha as condições de priorizar o principal. O combate à fome, o combate à pobreza, certamente, é a raiz de tudo”, declarou o ministro. “A primeira grande mudança com programas como esse de transferência de renda, o Bolsa Família, é a garantia das pessoas nunca mais serem humilhadas. Ou seja, as pessoas passam a ter uma renda básica com a qual livremente podem ir no mercadinho, na feira, comprar o alimento e levar para a mesa da sua casa”, completou.
O maior programa de transferência de renda do Brasil é reconhecido internacionalmente por ter tirado milhões de famílias da fome. Diversas pesquisas abordaram os efeitos do programa, tanto ao longo dos anos quanto na atual gestão, e mostram que ele apresenta impactos positivos na realidade brasileira em termos de emprego, garantias de direitos e ascensão social.
Além de elevar os níveis de emprego, o Bolsa Família reduziu internações e evitou cerca de mil mortes entre famílias em situação de extrema pobreza, de acordo com estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER).
Para comprovar os impactos positivos do Bolsa Família, Wellington Dias apresentou dados em torno do êxito do programa. “Só de 2023 para cá, com esse novo modelo estimulador do emprego, 5 milhões e 100 mil famílias saíram da pobreza. E saíram do Bolsa Família porque saíram da pobreza. Então, sim, o Bolsa Família é eficiente e, ao mesmo tempo, uma medida assertiva que já está em 140 países do mundo”, ressaltou.
O Bolsa Família, integrado ao Plano Brasil Sem Fome, também ajudou a tirar o país do Mapa da Fome. Entre 2023 e 2025, o programa atendeu 20,7 milhões de famílias – cerca de 54 milhões de pessoas – e repassou R$ 434,7 bilhões no período.
Outro efeito já verificado do programa Bolsa Família é a ascensão social. Em 2023 e 2024, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes A, B e C. A quantidade equivale à população inteira do Equador.
Sobre as desinformações que circulam em torno do programa Bolsa Família, Wellington Dias relembrou que existem pré-requisitos para que as famílias recebam esse benefício. Entre eles, está a frequência escolar e o acompanhamento de saúde. Além disso, o ministro refutou afirmações de que os beneficiários não desejam sair do programa.
“Quem de nós, mesmo na classe média, não quer crescer? Agora, imagine o mais pobre. Quando alguém tem a oportunidade de sair do Bolsa Família, é para um caminho de três vezes mais oportunidades. Há um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, com o Banco Mundial, que mostra que, da primeira geração, cerca de 20 milhões de brasileiros puderam estudar por meio do Bolsa Família. Estamos falando de aproximadamente 70% das novas gerações que já não estão mais na pobreza”, afirmou.
O Governo do Brasil também criou um mecanismo que garante o pagamento dos benefícios mesmo quando há aumento na renda per capita familiar, oferecendo uma transição segura para quem começa a ter uma melhor condição financeira. Com a Regra de Proteção, famílias que aumentam seus ganhos para acima de R$ 218 per capita e não ultrapassem R$ 706 por pessoa, continuam recebendo 50% do benefício por até 12 meses.
“Muita gente que estava no Bolsa Família agora é empregador, assinando carteira de trabalho de outras pessoas. Segundo o Sebrae, cerca de 1,3 milhão de pessoas hoje são empregadas de empresários, principalmente empresárias mulheres, que um dia desse era do Bolsa Família”, destacou Wellington Dias.
O ministro também comentou as atualizações no aplicativo e no site do Bolsa Família. As ferramentas digitais foram reformuladas para facilitar o acesso a dados e informações, além de diminuir o número de atendimentos presenciais na rede socioassistencial. O objetivo é fazer com que o cidadão consiga ter as informações corretas e atualizadas na palma da mão.
“É um aplicativo moderno, ao mesmo tempo simples. Ele é uma linha direta com o Ministério de Desenvolvimento Social, mas também se integra com 24 outros ministérios. Agora, pelo aplicativo, a pessoa tem ali todos os passos para resolver situações, se o valor do benefício foi bloqueado, se algum jovem ainda não tem o Pé-de-Meia, como se inscrever para o Minha Casa, Minha Vida. Então, ao invés de ter que ir presencialmente ao Centro de Referência da Assistência Social, o aplicativo permite que a pessoa tenha uma linha direta para o Bolsa Família e quais os outros direitos que ela tem”, explicou.
Além do aplicativo, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome conta com uma central de atendimento telefônico gratuito: o Disque Social 121. Ele serve para esclarecer dúvidas, consultar benefícios como o Bolsa Família e registrar demandas. Por meio do canal também é possível denunciar boatos, desinformação e tentativas de golpes relacionados aos programas sociais do Governo do Brasil.
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