10 de June de 2026
passarela do Terminal Central
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Pais, responsáveis e funcionários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Feira de Santana denunciam uma situação recorrente de insalubridade e insegurança no entorno da instituição. Segundo relatos, o local sofre com forte mau cheiro, acúmulo de dejetos humanos sob uma passarela e estacionamento irregular de ônibus, o que tem dificultado a circulação de pedestres e colocado crianças em risco.

Apae cobra solução para passarela do Terminal Central que está sendo usada como "sanitário público"
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

De acordo com a mãe de um aluno, Cirleide Cerqueira, o impacto é sentido diariamente por quem frequenta o espaço. Ela relata que o odor é intenso a ponto de causar náuseas e que muitas pessoas que passam por ali precisam usar máscara para permanecer na área. Além disso, afirma que crianças com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam ainda mais sensibilidade ao cheiro.

“Às vezes, os meninos até chegam bem aqui, mas eles desregulam por conta desse odor”, relatou Cirleide. 

Cirleide Cerqueira
Cirleide Cerqueira | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Outro ponto destacado é a insegurança no deslocamento. De acordo com Cirleide, a presença de ônibus estacionados obriga pedestres a dividirem espaço com veículos na via, o que aumenta o risco de acidentes. 

A mãe de aluno também criticou a passarela instalada na região. Segundo ela, a estrutura deixou de cumprir sua função original, que é de travessia, e passou a ser usada como abrigo improvisado. 

As denúncias de quem convive com a situação é de que o espaço sob a região da  passarela é utilizado como sanitário a céu aberto, o que agrava as condições de higiene.

Para outras mães, a situação também incomoda, especialmente para quem aguarda no ponto de ônibus. Segundo Elenie Santos, as pessoas sabem que é errado, mas mesmo assim continuam fazendo as necessidades fisiológicas na área próxima à Apae.

Elenie Santos
Elenie Santos | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

O presidente da Apae, Elivaldo Moraes, afirma que o problema já foi denunciado diversas vezes às autoridades municipais. Segundo ele, embora haja ações de limpeza, a situação se repete rapidamente, sem solução definitiva. 

“A passarela não é utilizada, não surtiu efeito, porque as pessoas não procuram. Elas preferem atravessar a rua, correr risco de vida e não atravessar a passarela. Então têm pessoas que, sem nenhuma hesitação, utilizam o espaço para fazer de sanitário público”, relatou Elivaldo. 

Elivaldo Moraes
Elivaldo Moraes | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

O diretor financeiro da Apae, Luciano Magalhães, relata que a área se tornou praticamente intransitável.

“Essa situação impacta a frequência, o bem-estar e a segurança das pessoas atendidas aqui pela Apae. Você não tem condição de ficar. Inclusive, o segurança, o porteiro ali, não tem condições. E o pessoal que chega também para pegar os filhos ou para trazer, todo dia questiona a gente sobre o que a Apae tem feito para resolver esse problema.”

Apae cobra solução para passarela do Terminal Central que está sendo usada como sanitário público
Luciano Magalhães | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

A reportagem do Acorda Cidade entrou em contato com a prefeitura de Feira de Santana, mas não obteve retorno sobre a situação.

As informações são do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade

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