
Com a proximidades dos festejos de São João e São Pedro, em toda a região, aumenta também o fluxo de veículos (leves e pesados) e pedestres no centro comercial de Feira de Santana, também conhecida como a Princesa do Sertão.
A grande movimentação no centro da cidade influencia também no alto de índice de infrações por parte de condutores e pedestres, além de pontos de retenção no trânsito das vias principais.

Em entrevista ao portal Acorda Cidade, o agente da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), Francisco Mota Tavares, relatou sobre a rotina caótica no trânsito de Feira de Santana, sobretudo em períodos de festas.
“Todo ano tem as festas, como São João, Micareta, Ano Novo, e já estamos acostumados, pois o fluxo de veículos aumenta, assim como o número de pedestres.”

Ele contou que no dia a dia do trânsito em Feira de Santana presencia uma série de imprudências por parte dos condutores, faltas simples, que geram riscos de acidentes e mortes.
“A falta do cinto de segurança, estacionamento em fila dupla, estacionamento em vagas de embarque e desembarque, os motociclistas de sandália. Tem motoristas que agradecem quando um agente para e adverte, outros tratam o agente de trânsito com rispidez”, contou.

Há 25 anos autuando como agente de trânsito, Francisco Tavares fiscaliza, juntamente com outro colega, diversas ruas do centro comercial, como a Rua Marechal Deodoro, a Avenida Senhor dos Passos, e as Ruas JJ Seabra e Conselheiro Franco.

O agente diz que muitos pedestres, quando são orientados a atravessar nas faixas, respondem o fiscal com grosseria.
“Muitos vêm desacatar a gente. Eles dizem: ‘Eu sei o que está acontecendo, não precisa você me dizer’. E tem muito motorista estressado, mas já estamos acostumados. Se ele vir com estresse, simplesmente nós dizemos: segue seu caminho e vamos seguir o nosso. Se tiver de autuar, nós autuamos, e se não, segue seu caminho.”

E com o fim do talão, as multas são aplicadas através do sistema eletrônico. “Primeiro são advertidos, mas tem coisas hoje em dia que não é preciso mais advertir. Acho que todas as pessoas que tiram sua habilitação, tomam o curso, e sabe o que está certo e o que está errado.”


Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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