
Cultivado pelos povos originários antes da chegada dos portugueses, o aipim é o segundo alimento energético, depois do arroz, para 1 bilhão de pessoas e o Brasil é o quinto maior produtor do mundo, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“O aipim é um dos alimentos mais versáteis da alimentação brasileira, presente no cotidiano de pessoas de todas as regiões do país. Ela compõe uma ampla variedade de pratos típicos, como farofa, vaca atolada, bobó, pirão e tapioca. Essas preparações carregam consigo histórias, saberes e identidades regionais”, destaca Bruna Soares Faria, professora do curso de Nutrição da Estácio.
Além da presença em pratos tradicionais, o aipim dá origem a farinhas e polvilhos, produtos indispensáveis para muitos brasileiros, assim como o feijão com arroz. “A farinha de mandioca é consumida como acompanhamento ou elemento principal de receitas. Já o polvilho, obtido a partir do processamento da raiz, dá origem a preparações populares como o pão de queijo e diferentes tipos de bolos e biscoitos. Essa diversidade de usos evidencia a importância do aipim não apenas como alimento, mas como símbolo da cultura alimentar do país, associada a tradições, afetos e memória”, acrescenta Bruna, que também é mestre em Nutrição e Saúde.
Do ponto de vista nutricional, a espécie arbustiva é uma importante fonte de carboidratos, fundamentais para o fornecimento de energia. “O aipim também contém fibras alimentares, que auxiliam no bom funcionamento intestinal, e fornece vitaminas e minerais essenciais para diversas funções metabólicas. Outro ponto favorável é que o aipim não contém glúten, característica que faz dela uma excelente alternativa para pessoas com doença celíaca, substituindo a farinha de trigo em diversas receitas culinárias”, explica.
Assim, o aipim reafirma seu papel como um dos pilares da alimentação brasileira e uma conexão entre passado e presente, unindo tradição, sabor e nutrição. Para inspirar e mostrar a versatilidade do ingrediente, a docente do curso de Gastronomia da Estácio, Larissa Fernandes, separou as receitas abaixo:
Nhoque de aipim com manteiga de ervas
Ingredientes:
200 g de aipim cozido e amassado
1 gema
1/2 xícara de farinha (ou até dar ponto)
Sal
50 g de manteiga
Ervas frescas
Modo de preparo: Misture tudo até formar uma massa, enrole a massa e corte, coloque para cozinhar em água fervente até que o aipim suba para a superfície da panela. Tire o nhoque e deixe esfriar. Em seguida, aqueça a frigideira, acrescente 50 g de manteiga, coloque o nhoque e finalize com ervas frescas.
Brownie de aipim (sem farinha de trigo)
Ingredientes:
1 xícara de aipim cozido
200 g de chocolate derretido
2 ovos
1/2 xícara de açúcar mascavo
50 g de nozes
Modo de preparo: Bata no liquidificador o aipim, os ovos e o açúcar, em seguida, acrescente o chocolate e as nozes trituradas delicadamente. Asse a 180°C por 25 a 30 minutos.
Panqueca funcional de aipim (sem glúten)
Ingredientes:
1 xícara de aipim cozido e amassado
2 ovos
2 colheres (sopa) de leite (ou leite vegetal)
Sal a gosto
Modo de preparo: Bata tudo até formar uma massa homogênea. Em uma frigideira antiaderente, faça discos finos. Doure dos dois lados. Recheie com frango desfiado, legumes ou queijo.
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