21 de July de 2026
família
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

A Fundação Cidade Mãe (FCM), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), está ampliando o cadastro de famílias acolhedoras para receber, de forma provisória, crianças e adolescentes em situação de risco afastados do convívio familiar por medida protetiva determinada pela Justiça.

Segundo a presidente da Fundação Cidade Mãe, Isabela Almeida, o acompanhamento às famílias acontece durante todas as etapas do acolhimento, inclusive com suporte psicológico para trabalhar o vínculo criado com a criança.

“Hoje, temos uma necessidade de ampliar o número de famílias acolhedoras. A sociedade precisa entender que ela pode ser parte, fazer a diferença, marcar uma geração, mudar para sempre a vida de uma pessoa. O Serviço Família Acolhedora é muito apaixonante e tem um impacto muito grande na vida das crianças”, afirma a presidente da Fundação Cidade Mãe, Isabela Almeida.

Os interessados em participar do Serviço Família Acolhedora podem se inscrever ou obter mais informações pelo e-mail familiaacolhedora.fcm@salvador.ba.gov.br ou pelos telefones (71) 3202-2428 e (71) 3202-2429. 

Para participar, é necessário apresentar documentos como RG, CPF, comprovantes de residência e de renda, ter mais de 21 anos, morar em Salvador há pelo menos dois anos, estar em boas condições de saúde física e mental, não possuir vínculo de parentesco com a criança ou adolescente em processo de acolhimento e contar com a adesão de todos os integrantes da família à proposta do serviço, entre outros requisitos.

As famílias cadastradas recebem acompanhamento psicossocial da Fundação Cidade Mãe antes, durante e após o período de acolhimento, além de orientação técnica ao longo de toda a participação no serviço.

“A Fundação Cidade Mãe acompanha a família acolhedora o tempo todo. Antes, durante e depois. Existe também a possibilidade de as famílias acolhedoras se tornarem madrinhas, de acordo com a permissão da família para a qual a criança será direcionada, seja a família biológica ou adotiva. No final, quem ganha é a criança, com várias fontes de amor e cuidado”, acrescenta.

O Serviço Família Acolhedora está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em Salvador, é regulamentado pela Lei Municipal nº 9.015/2016 e foi implantado pela Fundação Cidade Mãe. Desde sua implantação, o serviço já acolheu 52 crianças. A primeira delas foi atendida em 2021.

Segundo Isabela Almeida, em alguns estados o serviço é executado por organizações do terceiro setor ou pelos governos estaduais. Em Salvador, porém, o Serviço Família Acolhedora é desenvolvido exclusivamente pela Prefeitura, por meio da Fundação Cidade Mãe. 

As crianças são encaminhadas pela 1ª Vara da Infância e Juventude de Salvador, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. São crianças que sofreram algum tipo de violação de direitos e que precisam de proteção até que possam retornar à família de origem ou sejam encaminhadas para adoção.

Fonte: Bahia Notícias, parceiro do Acorda Cidade

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