
Os bairros Tomba, Queimadinha e Centro, em Feira de Santana, foram escolhidos para receber o carro fumacê após uma avaliação técnica da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a diretora da Rede Própria, Verena Leal, a definição considera o número de casos de arboviroses e o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em cada região.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Verena explicou que a decisão não leva em conta apenas o número de pessoas doentes. A Secretaria também avalia o índice de infestação do mosquito em cada bairro.
“Um dos critérios é o epidemiológico, onde a gente monitora o número de pessoas adoecidas pelas arboviroses, que entram a dengue, a chikungunya e a zika. O outro critério técnico é a infestação do mosquito Aedes aegypti naquele território. A partir desses indicadores, a gente avalia se há critérios ou não para a utilização do carro fumacê”, afirmou.

Para fazer esse acompanhamento, o município utiliza ovitrampas, armadilhas instaladas em diferentes pontos da cidade que ajudam a medir a quantidade de ovos do mosquito. Com essas informações, as equipes definem onde a aplicação do fumacê é necessária.
“A partir dos ovos colocados pelo mosquito, a gente consegue quantificar como está a infestação naquele território. É esse indicador que diz quais são as áreas que têm necessidade da utilização dessa estratégia”, explicou Verena ao Acorda Cidade.
Verena ressaltou que o carro fumacê é uma estratégia complementar e que o combate ao mosquito continua sendo feito por meio das visitas dos agentes de combate às endemias, bloqueios de focos, ações educativas e orientação à população.
“O carro fumacê é mais uma estratégia, uma estratégia complementar ao combate ao mosquito. As ações de bloqueio focal, bloqueio perifocal, as ações educativas e as visitações dos agentes de combate às endemias são constantes e continuam acontecendo”, destacou.
A diretora também chamou a atenção para a importância da participação dos moradores. Segundo ela, ainda são encontrados recipientes com água parada, como garrafas, pneus, vasos de plantas e caixas d’água destampadas, além da resistência de algumas pessoas em receber os agentes de endemias nas residências.
“O mosquito só se reproduz se ele tiver ambiente para a reprodução. A gente precisa reforçar os cuidados nos nossos lares para que a gente não deixe criadouros de mosquitos”, reforçou.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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