28 de July de 2026
Manifestação dos professores em frente ao CEAF de Feira de Santana
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Após paralisarem as atividades na manhã desta terça-feira (28), os professores da rede municipal de Feira de Santana realizaram uma grande manifestação nas áreas externa e interna do Ceaf (Centro de Atendimento ao Feirense). O objetivo da mobilização é cobrar do governo municipal o cumprimento de um acordo judicial feito com a categoria, reajuste da tabela salarial e reformulação do plano de carreira.

De acordo com a professora Jussara Pinho, em entrevista ao portal Acorda Cidade, a categoria busca estabelecer um diálogo com o governo municipal, para que haja mais valorização dos profissionais de educação no município.

“A gente tem uma defasagem da nossa tabela salarial de até 90%, e não é possível fazer uma educação de qualidade sem ter professor valorizado. Já tem pouco professor na rede, e os poucos que têm não estão valorizados. E hoje a gente está aqui, ocupando a frente e dentro do CEAF, tanto para chamar atenção do poder público, como da população, para a situação vexatória que os professores de Feira de Santana estão passando nessa rede. O salário do professor está igual às ruas de Feira: só o buraco”, protestou a profissional.

Para a professora, o governo não quer dialogar com a categoria, que vai continuar lutando. “Mas nós vamos continuar resistindo e lutando pela garantia de direitos tanto dos professores como dos estudantes, porque os estudantes também estão sem cuidadores, as famílias neuro atípicas estão sofrendo, assim como os professores. A gente não tem hora para terminar. O tempo quem determina é o diálogo com a gestão municipal. O prefeito precisa responder à população de Feira.”

Segundo Jussara Pinho, nesta quarta-feira (29), será realizada uma nova assembleia para decidir os rumos do movimento.

“Eu acredito que a população já sabe o caos que está em Feira de Santana. Porque o caos está na educação, mas está também na saúde. Hoje mesmo eu vi muita gente reclamando que não tem medicamento nos postos. A gente passa pelas ruas caindo nos buracos. Então, Feira é um buraco só, seja na saúde, na educação, seja na estrutura das ruas”, declarou.

Outra professora, que atua na rede municipal há 35 anos, informou que trabalha com a educação infantil no Cemei Paulino Martins. Segundo ela, não existe valorização do profissional.

“A paralisação é por conta do descumprimento da lei. Para se ter uma ideia, um professor como eu, com 35 anos de serviço, hoje meu salário base é igual para quem está entrando na rede. Então aquela valorização que tivemos no passado por muita luta, hoje acabou, e hoje temos que lutar e estou aqui firme e forte. Falta professores na sala de aula, hoje existe um atraso no poder público em colocar esses profissionais na rede. E não estamos reivindicando aumento, e sim a recomposição da tabela.”

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade

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