
Sinais como desenvolvimento das mamas, aparecimento de pelos, alterações corporais e crescimento acelerado em meninas com menos de 8 anos podem indicar puberdade precoce e afetar a estatura. Nesses casos, a recomendação é buscar orientação médica.
“Quando o desenvolvimento mamário ocorre antes dos 8 anos ou quando as mudanças acontecem de forma muito rápida, é importante que a criança seja avaliada por um endocrinologista pediátrico ou por um ginecologista infanto-puberal”, aponta a ginecologista Amanda Sabbá, professora de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi, cujo curso integra a Inspirali, ecossistema responsável pela gestão de 15 escolas médicas em diferentes regiões do Brasil.
Segundo Amanda, um dos principais riscos da puberdade precoce é o amadurecimento antecipado dos ossos. Inicialmente, a criança pode crescer mais rapidamente, mas ter parte de seu potencial de estatura comprometido ao longo dos anos. “A preocupação é que, embora a criança cresça rapidamente no início, a maturação dos ossos também aconteça mais cedo. Isso pode levar ao fechamento precoce das cartilagens de crescimento e resultar em uma estatura final menor do que o potencial esperado”, explica a ginecologista.
As alterações físicas antecipadas também podem gerar impactos emocionais e sociais, sobretudo quando a criança percebe que seu corpo está se desenvolvendo antes do das colegas. “Uma criança que desenvolve características corporais antes das colegas pode enfrentar dificuldades de autoestima, constrangimento e situações para as quais ainda não tem maturidade emocional. Por isso, quando a puberdade precoce é confirmada, o acompanhamento médico é importante tanto para preservar o crescimento quanto para oferecer suporte ao desenvolvimento global da criança”, afirma.
Avaliação
De acordo com a especialista, apenas a consulta médica vai poder distinguir o que é próprio do amadurecimento de quadros que demandam acompanhamento. “Na maioria das vezes, não se trata de uma condição grave, mas a avaliação precoce permite identificar os casos que realmente necessitam de tratamento”, acrescenta.
Amanda explica que, embora exista uma faixa etária de referência, a chegada da primeira menstruação, chamada de menarca, varia conforme o ritmo de cada menina. “A menarca costuma acontecer entre os 10 e os 15 anos, sendo a média em torno dos 12 anos. Ela faz parte do desenvolvimento normal da puberdade e geralmente ocorre cerca de dois a três anos após o início do desenvolvimento das mamas”, explica.
A idade da menarca, de forma isolada, não determina a existência de um problema, por isso, a análise deve levar em conta a sequência das transformações físicas e o momento em que tiveram início. “É importante lembrar que cada menina tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. Ter a primeira menstruação um pouco antes ou um pouco depois da média nem sempre significa que existe algum problema. O mais importante é avaliar todo o contexto do desenvolvimento puberal”, ressalta.
O diagnóstico leva em conta o histórico da paciente, a idade em que os primeiros sinais surgiram e a velocidade de evolução do quadro. A necessidade de exames é avaliada individualmente. “A investigação começa com uma avaliação clínica detalhada, incluindo o histórico da criança e o exame físico. Dependendo do caso, o médico pode solicitar exames de sangue para dosagem hormonal, radiografia da mão e do punho para avaliar a idade óssea e exames de imagem, como ultrassonografia pélvica e, em situações específicas, ressonância magnética do sistema nervoso central”, detalha.
Quando há indicação terapêutica, medicamentos podem ser empregados para suspender temporariamente o avanço da puberdade. “O tratamento depende da causa e da idade da criança. Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos que bloqueiam temporariamente a produção dos hormônios responsáveis pela puberdade. O objetivo é permitir que a criança continue seu crescimento e tenha um desenvolvimento mais adequado para sua idade.”
A Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, oferece programas de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, distribuídos nas áreas de Ciências da Saúde; Turismo e Hospitalidade; Negócios; Direito; Artes, Arquitetura, Design e Moda; Comunicação; Engenharia e Tecnologia e Educação. Além disso, a Medicina da Universidade Anhembi Morumbi é parte da Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica do país”. Seus cinco campi estão localizados nas regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia, Mooca, São José dos Campos e Piracicaba.
Possui laboratórios de última geração e diferenciais como a internacionalidade, já tendo enviado, desde 2006, milhares de alunos do Brasil para realização de cursos no exterior, além de receber centenas de estudantes estrangeiros em seus campi, que se tornaram locais multiculturais para o aprendizado. A Anhembi Morumbi também contribui para democratização do Ensino Superior, ao oferecer cursos digitais com diversos polos dentro e fora de São Paulo. Além disso, o aluno aprende na prática desde o primeiro dia de aula.
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