
As investigações da 2ª fase da Operação Old Scam, deflagrada na quinta-feira (6) pela Polícia Civil de Feira de Santana, já identificou e colheu depoimentos de 50 idosos, que foram vítimas de golpe no consignado aplicado por uma mulher de 36 anos, presa na quinta no bairro Mangabeira.
A investigada é a segunda pessoa presa na investigação. Ela integra um grupo especializado em crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, mediante fraudes na contratação de empréstimos consignados em nome de idosos, por meio de uma empresa de crédito consignado.
Conforme as investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, cujo titular é o delegado João Rodrigo Uzzum, a empresa era utilizada para coletar dados pessoais, contratar os empréstimos e realizar refinanciamentos em valores superiores aos solicitados pelas vítimas. Parte dos recursos era desviada para contas de terceiros por meio de transferências bancárias e via PIX.
Em entrevista ao portal Acorda Cidade, o delegado informou que as investigações prosseguem com a coleta de novos depoimentos das vítimas, a fim de concluir o inquérito e remeter ao Ministério Público. Das 45 vítimas já identificadas, até o momento 36 foram ouvidas.

“É de suma importância ressaltar a iniciativa e participação do Ministério Público da Bahia nessa fase da operação, que resultaram na decretação da prisão preventiva da envolvida, que tinha uma atuação incisiva na organização criminosa, captando clientes e levando-os ao INSS, a bancos e tratando de documentação, como também, principalmente, na lavagem de capital. O Ministério Público percebeu a gravidade da situação e que essa pessoa, evidentemente, não poderia responder em liberdade, tendo em vista a sua periculosidade.”
De acordo com Uzzum, após a decretação do mandado de prisão, as equipes se deslocaram logo nas primeiras horas da manhã para a zona rural, onde a suspeita residia, e conseguiram efetuar a prisão.
Ele ressaltou que antes da prisão, houve uma longa investigação, devido ao grande número de ocorrências registradas.
“A partir daí, nós estabelecemos como uma das nossas prioridades de investigação aqui na primeira delegacia a desarticulação dessa organização criminosa, porque, de fato, é o maior crime voltado à prática de estelionato qualificado e à lavagem de capital. E nós efetuamos as quebras de sigilo bancário, efetuamos todo o levantamento de campo, ouvimos testemunhas e vítimas.”
O delegado destacou que a mulher investigada é natural de Feira de Santana. No entanto, a chefe da organização criminosa que foi presa anteriormente na operação é de Salvador e já atuou na Região Metropolitana da capital.
Agora, a polícia busca rastrear o caminho do dinheiro a fim de devolvê-lo às vítimas. “O prejuízo ultrapassou os R$ 600 mil, e estamos buscando o dinheiro, ou seja, observando o caminho que esse dinheiro percorreu.”
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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