
Mais de 114 mil homens na Bahia criam os filhos sem a presença de um cônjuge, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em alusão ao Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9). O levantamento divulgado na última terça-feira (4) mostra que, em 2022, o estado contabilizava 114.168 pais solo, ou seja, homens que viviam apenas com os filhos ou com os filhos e outros parentes, mas sem companheira. Com relação às mulheres, o número de mães solo é: 839.142. Elas representam 16,5% do total de domicílios no estado.
Segundo o IBGE, os pais solo representavam 2,8% de todas as famílias baianas e 6% das famílias em que havia a presença física do pai, índices superiores à média nacional, onde essas participações eram de 2,7% e 5,6%, respectivamente.
Os dados fazem parte de um conjunto de pesquisas do instituto que traçam o perfil da paternidade no país e mostram mudanças na participação dos pais na criação dos filhos e na organização das famílias.
Ao todo, 1,905 milhão de pais moravam com os filhos na Bahia em 2022, o equivalente a 47,3% das famílias do estado. Apesar do número expressivo, a proporção é um pouco inferior à média brasileira, de 47,9%.
Sete em cada dez homens baianos são pais
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 mostra que 67,1% dos homens baianos com 15 anos ou mais já tiveram filhos, o que corresponde a 3,771 milhões de pais. O percentual é superior ao registrado no Brasil (64,6%) e coloca a Bahia como o terceiro estado com a maior taxa de paternidade do país, atrás apenas de Mato Grosso do Sul e Goiás.
Em média, os pais baianos tiveram 2,1 filhos, número superior à média nacional, de 1,7 filho por pai. O levantamento também aponta que os homens no estado tiveram o primeiro filho, em média, aos 25,4 anos de idade.
Guarda compartilhada cresce
Outro dado destacado pelo IBGE mostra o avanço da guarda compartilhada após o divórcio. Em 2024, esse modelo foi adotado em 43,3% dos divórcios envolvendo filhos menores de idade na Bahia, o equivalente a 5.194 dos 11.994 processos registrados.
Foi o quarto ano consecutivo de crescimento da guarda compartilhada no estado. Ainda assim, o percentual permanece ligeiramente abaixo da média nacional, que chegou a 44,6%.
Retrato da paternidade
Segundo o IBGE, as informações reunidas pela Pesquisa Nacional de Saúde, pelo Censo Demográfico e pelas Estatísticas do Registro Civil ajudam a compreender como a paternidade vem se transformando no Brasil, evidenciando tanto o aumento da participação dos pais na convivência com os filhos quanto a presença de famílias chefiadas exclusivamente por homens, como é o caso dos mais de 114 mil pais solo identificados na Bahia.
Os principais números da paternidade na Bahia
- 3,771 milhões de homens são pais na Bahia (67,1% da população masculina com 15 anos ou mais).
- 1,905 milhão de pais vivem no mesmo núcleo familiar que seus filhos.
- 114.168 são pais solo, que criam os filhos sem cônjuge.
- 2,8% das famílias baianas são chefiadas por pais solo.
- 2,1 filhos é a média de filhos por pai no estado.
- 25,4 anos é a idade média em que os homens baianos têm o primeiro filho.
- 43,3% dos divórcios com filhos menores tiveram guarda compartilhada em 2024.
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