9 de August de 2026
Nascimento de bebê empelicado em SAJ
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

“O milagre da vida multiplicado por três”, definiu a médica obstetra Débora Reis da Cruz, na última quinta-feira (6), através das suas redes sociais, após realizar três partos empelicados na Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus, na região do Recôncavo Baiano.

O parto empelicado é um evento considerado raro na Medicina. Neste tipo de parto, o bebê é retirado do útero da mãe ainda protegido dentro da bolsa amniótica, que é aquela membrana fina e quase transparente, que envolve e protege a criança dentro da barriga durante toda a gestação. Normalmente, quando a estrutura se rompe e ocorre o vazamento do líquido amniótico, é o sinal de que a criança está prestes a nascer.

Nascimento de bebê empelicado em Santo Antonio de Jesus
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal | Obstetra Débora Reis da Cruz à direita, ao lado de uma das enfermeiras da equipe

“Hoje quebramos as estatísticas na Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus, Deus me concedeu a graça de conduzir não apenas um, mas TRÊS partos empelicados no mesmo dia! Uma coincidência estatística quase impossível, mas um presente real na vida dessas famílias e na minha carreira”, declarou a médica especialista em partos humanizados, através de suas redes sociais.

Em entrevista ao portal Acorda Cidade, Débora Reis, explicou que no caso do parto empelicado, essa bolsa permanece intacta. Ela falou ainda sobre a reação da equipe ao perceber que o fenômeno se repetiu três vezes no mesmo dia.

“Houve uma mistura de surpresa, encantamento e entusiasmo profissional: no primeiro nascimento, a equipe percebe que o bebê está vindo envolvido pela bolsa; no segundo, já chama atenção o fato de o fenômeno estar se repetindo; e, quando acontece pela terceira vez no mesmo dia, a coincidência certamente torna o plantão memorável”, afirmou.

bebê empelicado
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal | Foto do pequeno Benjamim, filho de Elenice Almeida Braga, de 28 anos

A profissional contou que apesar de ser considerado raro, ela já realizou outros partos empelicados durante a sua trajetória, porém isso nunca ocorreu mais de uma vez no mesmo dia.

“No primeiro, provavelmente houve aquele instante de surpresa e encantamento ao perceber que o bebê estava chegando ainda envolvido pela bolsa. No segundo, além da emoção pelo nascimento, deve ter surgido a incredulidade: “de novo?”. E, no terceiro, o fato de acontecer pela terceira vez no mesmo plantão certamente transformou o momento em uma lembrança muito marcante para toda a equipe.”

Ela acrescentou que mesmo para profissionais acostumados a partos empelicados, existe algo visualmente muito forte nessa cena.

“O bebê ainda envolvido pelas próprias membranas, antes de a equipe romper a bolsa e revelar o rosto. É compreensível que isso desperte emoção, mesmo quando a equipe mantém toda a concentração técnica necessária. E é bem possível que tenha sido uma surpresa para as mães, principalmente se elas não sabiam previamente que o bebê poderia nascer empelicado.”

Na avaliação de Débora, realizar três partos empelicados no mesmo dia representou uma experiência incomum, mesmo para uma equipe que já tem bastante familiaridade com o fenômeno.

“Além da competência técnica para conduzir cada nascimento com segurança, deve ter ficado a sensação de estar diante de uma sequência que dificilmente seria esquecida. Para vocês, o mais marcante talvez nem tenha sido a novidade do primeiro parto empelicado, mas a sucessão: um, depois outro e, finalmente, um terceiro no mesmo plantão.”

Mãe do pequeno Benjamim, que foi um dos três bebês a nascer empelicado no dia 6 de agosto, Elenice Almeida Braga, de 28 anos, deu entrada na Santa Casa com 37 semanas de gestação, devido ser uma paciente de risco com diabetes.

Ao Acorda Cidade, ela contou que ao dar entrada na maternidade foi informada de que o bebê estava posição transversal na barriga e que deveria passar uma cesária.

“Quando chegou o momento do parto foi uma surpresa, pois ele estava cefálico e empelicado, a coisa mais linda. O medo sumiu e a emoção tomou conta do lugar com a chegada do meu pequeno bem e saudável. E nas mãos da doutora Débora Reis maravilhosa, um anjo enviado por Deus e sua equipe maravilhosa também. Agradeço muito a Deus por ter colocado as pessoas certas e no momento certo”, agradeceu Elenice.

Com informações da produtora Daniela Cardoso, do Acorda Cidade.

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