18 de August de 2026
BR-324
Foto: Jefferson Araújo/Acorda Cidade

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou, nesta terça-feira (18), que irá retomar os serviços de operação de tráfego em 676 quilômetros da BR-116, entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais, e BR-324, entre Feira de Santana e Salvador.

Segundo informações publicadas no Bahia Notícias, site parceiro do Acorda Cidade, o anúncio ocorreu após a assinatura de um contrato com a empresa Jardiplan Urbanização e Paisagismo Ltda., com um custo estimado em R$ 81,5 milhões até novembro de 2027.

Ao BN, o superintendente do órgão federal, Roberto Alcântara, informou que diversos serviços que estavam paralisados desde o fim da concessão com a Viabahia voltarão a ser prestados, como a remoção de animais mortos na pista, instalação e operação das câmeras de monitoramento, atendimentos de urgência com ambulâncias e brigadas de incêndio.

“Esse é um contrato específico para a operação da rodovia, com guinchos leves, guinchos pesados, por exemplo. E qual é a consequência disso? É celeridade no atendimento das ocorrências”, destacou.

De acordo com a reportagem, o contrato com a empresa vigora desde o último dia 3 de agosto e foi firmado com base na Lei nº 14.133/2021, que estabelece as normas gerais de licitação e contratação pública. No entanto, ele poderá ser suspenso, após a escolha de uma nova concessionária.

O leilão, de responsabilidade do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), está previsto para ocorrer ainda este ano.

Causas dos abatimentos na BR-324, em Simões Filho

Em nota enviada ao Acorda Cidade, o DNIT informou que, após a realização de sondagens, estudos geofísicos, inspeções e testes no km 604 da BR-324, em Simões Filho, foi possível identificar a causa dos abatimentos registrados na pista e definir a solução para o local.

Os estudos indicaram que a água estava circulando por dentro do aterro da rodovia, carregando parte do material e formando vazios no interior da estrutura.

Segundo o órgão, houve perda de material em algumas áreas do aterro que levaram à falta de sustentação no pavimento.

“Dessa forma, o DNIT definiu uma solução que atua principalmente em duas frentes, sendo a construção de um novo bueiro, para conduzir a água de forma segura e controlada. A obra será feita pelo método não destrutivo, evitando grandes intervenções na pista e permitindo manter a fluidez do tráfego durante a execução. A segunda frente será o tratamento do aterro, com injeções de material cimentício para preencher os vazios existentes e reforçar as áreas que perderam resistência”, diz a nota.

O Dnit informou ainda que os trabalhos de monitoramento da pista seguem continuamente.

“Com a solução de engenharia definida, o Dnit está dando andamento às providências necessárias para a contratação dos serviços de recuperação. Enquanto a solução definitiva não é executada, o trecho continuará sendo monitorado de forma permanente, com adoção das medidas necessárias para garantir a segurança dos usuários e a fluidez do tráfego. O objetivo é resolver a causa do problema, recuperar o aterro e garantir segurança e estabilidade para a rodovia.”

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