
Durante a segunda fase da Operação Mobile 360°, a Polícia Civil da Bahia realizou, nesta quarta-feira (26), em Feira de Santana, a entrega de celulares roubados que foram recuperados e devolvidos aos legítimos proprietários. A ação aconteceu no Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho, por meio da 2ª Delegacia Territorial (DT).
Cerca de 75 aparelhos foram recuperados e, somente nesta quarta-feira (26), 10 celulares foram devolvidos aos proprietários. Os demais aparelhos estão sendo entregues gradualmente.
“Outras pessoas já receberam em outros dias. Muitos proprietários são de fora, então agora estamos no processo de enviar os aparelhos, pelo malote, para as respectivas cidades”, informou a delegada Danielle Matias, da 2ª DT, em entrevista ao Acorda Cidade.

Como o proprietário é identificado?
Segundo a delegada, o registro de ocorrência permite que a polícia identifique o proprietário do aparelho.
“Quando uma pessoa tem esse aparelho furtado, roubado, perdido ou extraviado de alguma forma, é muito importante que vá à delegacia mais próxima e registre a ocorrência, para que possamos dar andamento a todo o processo de tentativa de recuperação. Quando tivermos esse celular na delegacia, será possível identificar a quem ele realmente pertence.”

Onde os aparelhos foram encontrados?
Ainda conforme a delegada, grande parte dos aparelhos foi entregue espontaneamente pelas pessoas que estavam em posse deles. Durante a operação, a polícia enviou mensagens para que elas comparecessem à delegacia e devolvessem os celulares.
Outros aparelhos foram recuperados durante conduções e por meio das investigações realizadas pela delegacia.
“São pessoas que compraram mais barato ou adquiriram de terceiros, mas os aparelhos tinham restrição”, explicou.
Cruzamento de informações
De acordo com a delegada, a identificação dos proprietários é feita por meio do número da Identidade Internacional de Equipamento Móvel (Imei), informado no registro da ocorrência. Com a restrição cadastrada no sistema, é possível verificar o histórico do aparelho, identificar o boletim de ocorrência e localizar o respectivo dono.
O que acontece se não devolver o aparelho?
Danielle Matias também alertou que pessoas que tiverem dúvidas sobre a veracidade das mensagens enviadas pela polícia podem procurar qualquer delegacia para confirmar a informação. Segundo ela, as mensagens não solicitam dados pessoais nem pedem que o destinatário clique em links.
A delegada destacou ainda que pessoas que adquiriram os aparelhos de boa-fé, mas receberam a notificação e não fizeram a entrega espontânea, podem responder pelo crime de receptação. Nesses casos, a polícia dará continuidade às investigações para localizar o celular e identificar quem está em posse dele.
Pessoas que recuperaram aparelhos
Paloma dos Santos Costa foi uma das pessoas que teve o celular roubado. A jovem registrou a ocorrência no final de 2025, após ter o iPhone levado durante um assalto dentro de uma van, quando voltava de compras de fim de ano. Durante a operação, ela recebeu uma mensagem da Polícia Civil informando que o aparelho havia sido recuperado. Mesmo assim, ficou receosa inicialmente.
“Eu fiquei ainda com medo, né? Porque hoje em dia tudo é golpe. Mas aí eles falaram meu nome completo, meu CPF, aí eu vim hoje para buscar”, contou.

Na época, ela ainda tentou localizar o aparelho por meio dos recursos de rastreamento, mas não conseguiu.
Com o celular recuperado, Paloma contou que pretende entregá-lo ao pai, que está precisando de um aparelho. “Fiquei com o coração tão partido… Mas Deus me honrou e consegui comprar outro. Vou dar este ao meu pai, porque ele está precisando”, contou ao Acorda Cidade.
O comerciante Edivaldo Peixoto foi outra vítima de assalto que conseguiu recuperar o smartphone. Segundo ele, o aparelho foi levado de sua loja enquanto ele se ausentou por alguns minutos.
“Vim à delegacia e prestei queixa. Quando foi ontem, para minha surpresa, me ligaram para vir recuperar o aparelho que foi roubado”, contou.

Assim como Paloma, Edivaldo teve o celular roubado no final de 2025 e também não conseguiu rastrear o aparelho, um Galaxy A15.
“É bom prestar queixa, porque fica registrado e, quando a polícia trabalha para recuperar os aparelhos, eles devolvem.”
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.
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