11 de September de 2026
Câmara de Feira de Santana sugere parceria entre IBGE e prefeitura para realizar censo detalhado do município
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Diante da expansão verificada em distritos, bairros periféricos, novos loteamentos e áreas de ocupação recente de Feira de Santana, diversos setores da sociedade civil, representantes políticos e técnicos municipais têm manifestado preocupações fundamentadas quanto à atual estimativa populacional oficial. Esta, conforme observa o presidente da Câmara, Marcos Lima (União), tem sido considerada “insuficiente” para retratar a realidade demográfica do Município atualmente.

Por isto, através de um requerimento de sua autoria, aprovado esta semana na Casa, o parlamentar sugeriu que a Secretaria Municipal de Planejamento consulte o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, acerca da viabilidade técnica, operacional e institucional da realização de um levantamento censitário detalhado no território de Feira.

Como instituição de reconhecida excelência técnica e credibilidade estatística, assinala Marcos Lima, o IBGE é o parceiro natural para orientar o Município na condução do referido censo, com a garantia de resultados com um padrão oficial de qualidade. Neste sentido, a consulta sugerida se limitaria a provocar o órgão federal para apresentar informações técnicas preliminares, capazes de orientar o poder público municipal quanto aos procedimentos adequados para o eventual desenvolvimento da iniciativa. E essa busca pela eventual possibilidade de cooperação institucional entre o IBGE e a Prefeitura, “não geraria despesa imediata, não criaria obrigações orçamentárias e não interferiria na organização administrativa do Poder Executivo”, ressalta o presidente.

Um dos maiores centros urbanos do Nordeste brasileiro, acrescenta Marcos Lima, Feira de Santana consolidou-se como o mais importante polo regional do Estado da Bahia. Nas últimas décadas, registrou acelerado crescimento populacional, expressiva expansão do tecido urbano e diversificação das atividades econômicas, o que reflete diretamente na demanda por serviços públicos, infraestrutura e políticas sociais. A disponibilidade de dados demográficos, sociais e econômicos atualizados e desagregados por território é uma condição indispensável para o adequado dimensionamento e execução de políticas públicas na esfera municipal.

“Sem essa base de informação confiável, o planejamento municipal opera com déficit estrutural de diagnóstico, comprometendo a efetividade das ações governamentais e a alocação equitativa de recursos públicos em áreas como saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura, assistência social, habitação, segurança pública e desenvolvimento econômico”, diz, frisando a importância da gestão do prefeito José Ronaldo analisar a sugestão encaminhada.

Com informações da Câmara Municipal de Feira de Santana.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.