
O Centro Municipal de Assistência Integral ao Diabetes (Cemaid), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou na segunda-feira (14) a dispensação da insulina glargina para os pacientes atendidos pela rede municipal. A medida faz parte do processo de transição da insulina NPH para a glargina, conforme orientações do Ministério da Saúde e os critérios estabelecidos pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).
Inicialmente, o fornecimento contempla pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) entre 2 e 17 anos e pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2 com 70 anos ou mais. A incorporação da insulina glargina representa um avanço na assistência às pessoas com diabetes, ao ampliar o acesso a uma insulina de ação prolongada.
A coordenadora do Cemaid, Andréia Silva, explica que a mudança será realizada de forma gradual e criteriosa. “Não significa que todos os pacientes que atualmente usam a NPH passarão imediatamente para a glargina. A transição será realizada de forma criteriosa e gradativa, conforme os critérios clínicos e administrativos definidos pelo Ministério da Saúde e com acompanhamento da equipe de saúde”, esclarece.
Por ser uma insulina de ação prolongada, a glargina apresenta um perfil de ação mais previsível, podendo contribuir para maior estabilidade do controle glicêmico e redução do risco de episódios de hipoglicemia em determinados grupos de pacientes, além de favorecer a segurança e a adesão ao tratamento.

Outro aspecto destacado pela coordenadora é a ampliação do acesso a uma tecnologia que, historicamente, esteve mais restrita a determinados níveis de atenção. “A disponibilização da insulina glargina dentro da Atenção Primária à Saúde fortalece a linha de cuidado da pessoa com diabetes e representa um avanço na integralidade da assistência”, pontua.
Atendimento individualizado
Para garantir uma transição segura, o Cemaid estruturou um fluxo de atendimento que vai além da dispensação do medicamento. Os pacientes recebem orientações individualizadas sobre a utilização da caneta, conservação da insulina e duração do medicamento.
Também são esclarecidas dúvidas e conferida a dose que será utilizada. O paciente deixa a unidade já com a caneta de aplicação e o refil de insulina, pronto para realizar o tratamento em casa.
“A proposta não é apenas entregar um novo medicamento, mas garantir que cada paciente compreenda a mudança, saiba utilizá-lo corretamente e tenha o acompanhamento adequado durante essa transição”, afirma Andréia Silva.
A coordenadora considera o início da dispensação um momento significativo para a assistência às pessoas com diabetes no município.
“É uma oportunidade de qualificar o cuidado, ampliar a segurança do paciente e contribuir para melhores resultados no controle da doença e na qualidade de vida das pessoas atendidas pelo SUS”, destaca.
Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom).
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