
“Será que o secretário de mobilidade vai esperar alguém morrer para fazer a sinalização?” Esta frase, dita por um morador do bairro Capuchinhos, em Feira de Santana, traduz o sentido de medo e preocupação dos moradores do local com os constantes acidentes de trânsito que estão ocorrendo ao longo da Rua Frei Hermenegildo.
Para a reportagem do Acorda Cidade, Antônio Miranda, o autor da frase inicial, disse que já presenciou diversos acidentes nos cruzamentos da via com as ruas Brasil e Venezuela. Segundo o morador, que vive no bairro há cerca de 40 anos, o local já teve até uma placa de “PARE”, mas foi derrubada justamente após uma colisão.

“Ano passado eu tive na SMT e deixei lá um requerimento para poder solicitar a placa para essa rua, mas não tomaram conhecimento. Eles me disseram que a rua não tinha movimento, mas aqui o fluxo de carros é constante por conta das crianças que estudam no Colégio Santo Antônio e das pessoas que frequentam a Igreja Santo Antônio”, disse.
De acordo com Miranda, o cruzamento da Rua Frei Hermenegildo com a Rua Venezuela é um dos pontos mais críticos. O morador relatou que somente no mês de agosto ele presenciou diversos acidentes, dois deles envolvendo veículos da Prefeitura de Feira de Santana.

“O último acidente agora foi com uma senhora que estava com duas crianças no carro. Ela passou mal, todos os quatro airbags do carro acionaram. Eu espero que o prefeito José Ronaldo, juntamente com o seu secretário, tome uma providência porque foram asfaltadas as ruas, mas não colocaram sinalização. Então fica difícil para o condutor saber quem é preferencial e o povo invade de qualquer jeito”, afirmou.

🚘Altíssima frequência
Júlio César, outro morador da Rua Frei Hermenegildo, que vive no local há cerca de 30 anos, também externou para a reportagem do Acorda Cidade uma forte preocupação com a frequência das colisões.
“É um momento muito complicado. A gente está em casa e, de repente, escuta o barulho da colisão dos carros, gritaria, choro, criança chorando. É uma cena lamentável. Aqui, por semana, a gente tem por volta de três, quatro acidentes”, afirmou.

Júlio disse que já ajudou a socorrer diversas vítimas de colisões. Segundo ele, algumas pessoas apresentam hematomas e dificuldades para caminhar após os acidentes. Apesar da frequência das ocorrências, o morador afirmou que, até o momento, não presenciou nenhuma morte no local.
“Eu acho que colocando placas e sinalizações já conseguiríamos conscientizar o pessoal para não passar em alta velocidade, porque o pessoal não tem nem o bom senso de diminuir a velocidade, parar e olhar para os dois lados para ver se vem algum carro”, disse.

Imóveis abandonados
Além dos acidentes, Júlio César aproveitou a oportunidade da entrevista para chamar a atenção para imóveis abandonados nas esquinas da Rua Frei Hermenegildo. Segundo ele, duas casas estavam sem utilização e uma delas, localizada na Rua Venezuela, teria sido alugada pela Prefeitura para funcionamento do Conselho Tutelar, mas estaria atualmente abandonada.

“As duas casas da esquinas estão abandonadas. Isso traz vândalos e pessoas para usar droga no local. E a gente já foi obrigado a chamar a polícia para poder tirar as pessoas de dentro da residência, onde já foi arrombada a porta, levado tudo. Queremos que o prefeito tome uma providência nisso também”, completou Miguel.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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