29 de September de 2026
Nova tecnologia da TV brasileira promete unir transmissão aberta e internet – Imagem: Pixabay

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou no ano passado o decreto para implementar a TV 3.0, evolução da televisão aberta e gratuita no Brasil desde 2007. 

Segundo previsto pelo governo, o lançamento oficial do novo sistema ocorreu em junho de 2026, durante a Copa do Mundo.

A nova geração integra serviços de internet à transmissão de sons e imagens, permitindo que os telespectadores usem aplicativos para interagir com a programação. 

A combinação cria possibilidades que não existem no modelo atual de TV digital.

Nova tecnologia da TV brasileira promete unir transmissão aberta e internet

A TV 3.0 oferece acesso a conteúdos sob demanda, como séries, jogos e programas, além da transmissão ao vivo dos canais abertos. 

Durante um jogo de futebol, o telespectador poderá escolher qual câmera seguir e optar entre ouvir o narrador ou apenas o som do estádio.

Na prática, os telespectadores poderão votar em tempo real em reality shows ou fazer compras direto pela tela. 

Alertas de emergência sobre desastres chegarão de forma personalizada, sem conexão à internet, já que o sinal chegará direto pela antena.

Não é obrigatório ter acesso à internet para usar a TV 3.0. A transmissão aberta e gratuita funciona normalmente com a antena convencional, como ocorre hoje. 

Quem quiser mais opções de conteúdo e interatividade terá benefícios com a conexão à rede.

Além disso, vale destacar que trocar de aparelho também não é necessário. 

O Ministério das Comunicações informou que caixas conversoras ou soundbars conversores podem ser instalados nos televisores atuais, permitindo adaptação ao novo padrão sem despesa com substituição de equipamentos.

Como será a transição para o novo sistema?

A mudança ocorrerá de forma gradativa, começando pelas grandes capitais. 

Os novos aparelhos chegarão de fábrica com uma tela inicial que exibirá um catálogo de canais abertos, ao contrário das Smart TVs atuais, que priorizam aplicativos pagos.

O acesso aos canais deixará de ser numérico e passará a usar ícones dos aplicativos das emissoras, semelhantes aos botões das plataformas de streaming. 

A cobertura em todo o território nacional deve se completar até o final de 2026.