
A Prefeitura de Alagoinhas anunciou, na quarta-feira (7), o afastamento de dois profissionais de apoio envolvidos no caso de uma criança de seis anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que foi enviada para casa dentro de uma sacola plástica e com a fralda cheia de fezes.
Em nota, a gestão municipal informou que os profissionais são estagiários, e que o procedimento segue em andamento para apurar a participação dos demais profissionais envolvidos. Além disso, afirmou que a segurança, a proteção e o bem-estar dos estudantes da rede municipal são prioridade.
Como já divulgado pelo Acorda Cidade, o caso aconteceu em 24 de setembro deste ano, mas veio à tona no último sábado (3) após a mãe da criança, Camila de Jesus Almeida, denunciar a situação.
Segundo Camila, a escola informou à família que o menino teria sido levado para casa porque não havia fralda e roupa disponíveis para realizar a troca. No entanto, a mãe afirmou que os itens estavam na mochila da criança.
Ela também contou que a avó recebeu o menino em casa e encontrou uma fralda e uma muda de roupa limpa dentro da mochila.

Ao questionar a direção da escola, Camila disse ter sido avisada de que a criança foi colocada na sacola para evitar que sujasse o carro da Secretaria Municipal de Educação.
Meu filho foi humilhado. Ele tem transtorno do espectro autista, não verbal. Ele não teve o direito de dizer que não queria ser colocado naquela situação.”
Após o episódio, a mãe procurou a Secretaria Municipal de Educação, registrou um boletim de ocorrência. Ela também disse que encaminhou o caso ao Ministério Público da Bahia (MPBA), ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e ao Conselho Tutelar.
De acordo com Camila, situações semelhantes já haviam acontecido outras vezes. Ela afirma que não pretende levar o filho de volta à escola até que haja uma mudança na direção da unidade.
Conforme o g1, a Polícia Civil destacou que investiga a denúncia de constrangimento. Diligências e oitivas estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do caso.
O MPBA não se manifestou até o momento.
Após o anúncio do afastamento, a Prefeitura de Alagoinhas ressaltou que a apuração administrativa segue para esclarecer a participação dos demais envolvidos, e que seguirá adotando as medidas administrativas cabíveis.
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