13 de October de 2026
Cidade pequena entra no top 10 para envelhecer
Foto: Expedia

São Martinho, município do Sul de Santa Catarina com pouco menos de quatro mil habitantes, ficou em sétimo lugar no ranking de qualidade de vida para pessoas com mais de 60 anos.

O resultado faz parte do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), pesquisa realizada em 2023 que analisou cidades pequenas com até 34 mil habitantes. São Martinho ficou em sétimo lugar no ranking agregado de pequenos municípios do país. A pesquisa avaliou a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas e oferecer bem-estar às pessoas idosas.

Três dimensões guiaram a análise: economia local, desenvolvimento socioambiental e acesso a serviços de saúde. São Martinho se destacou pela disponibilidade de leitos hospitalares, pela cobertura vacinal e pelos procedimentos técnicos.

Paisagem e infraestrutura como base para envelhecer bem

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O ambiente preservado do município atrai pessoas com mais de 60 anos que buscam descanso e contato com a natureza. Aliado à infraestrutura de saúde, esse ambiente contribuiu para a posição de São Martinho no ranking de pequenas cidades brasileiras. O IDL considerou esses fatores fundamentais para a qualidade de vida na idade avançada.

Peritiba, também em Santa Catarina, lidera o ranking entre os municípios pequenos do país. Rodeio Bonito e Dois Lajeados estão entre as cidades gaúchas mais bem colocadas. A presença de municípios catarinenses e gaúchos nas dez primeiras posições reflete características comuns nos dois estados: preservação ambiental, economia organizada e políticas públicas voltadas ao bem-estar.

Pontos-chave
Curiosidades sobre São Martinho
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São Martinho (Sul de Santa Catarina) ficou em sétimo lugar no ranking de qualidade de vida para pessoas com mais de 60 anos.
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O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL) de 2023 avaliou pequenas cidades com até 34 mil habitantes.
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Três dimensões guiaram a análise: economia local, desenvolvimento socioambiental e acesso a serviços de saúde.
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São Martinho destacou-se pela disponibilidade de leitos hospitalares, cobertura vacinal e procedimentos técnicos.
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O ambiente preservado e a infraestrutura de saúde atraem idosos que buscam descanso e contato com a natureza.
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Turismo rural e produtos coloniais, com exemplos como o restaurante Fluss Haus Land, são pilares econômicos locais.

Turismo rural e gastronomia como identidade econômica

A Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) reconhece São Martinho como uma das capitais nacionais do turismo rural. A fabricação de produtos coloniais representa um dos pilares econômicos locais, gerando emprego e atraindo visitantes regularmente.

O restaurante Fluss Haus Land, no bairro Vargem do Cedro, exemplifica essa vocação turística: centenas de visitantes o procuram diariamente para experimentar refeições coloniais em ambiente que resgata a cultura alemã. O espaço inclui o tradicional biergarten,  jardim da cerveja, e oferece paisagens que complementam a experiência.

Essa combinação entre atração econômica e preservação ambiental posiciona o município como referência entre pequenos centros que conseguem conciliar qualidade de vida, oportunidades econômicas e infraestrutura adequada para envelhecer com dignidade.

Quando ter infraestrutura não é suficiente para qualidade de vida do idoso

Uma calçada bem mantida à beira-mar pode favorecer atividades físicas, mas não garante boa qualidade de vida se a cidade não oferecer segurança. Segundo o diretor do Instituto de Longevidade, um município precisa equilibrar várias dimensões ao mesmo tempo. Não adianta investir apenas em lazer ou saúde e deixar os outros aspectos de lado.

Isso significa que cidades com bons hospitais, mas com economia frágil ou ambiente degradado, não alcançam as primeiras posições. O desempenho precisa ser consistente nas três áreas para que o idoso realmente tenha qualidade de vida na prática do dia a dia.