
Brian Seibert, um alpinista americano de 53 anos, comemorou por mensagem de texto a chegada ao topo do Monte Morgan, na Califórnia, na noite do dia 04 de outubro, domingo. Pouco depois de avisar os amigos de que iniciaria a descida, ele caiu e morreu.
O corpo de Seibert foi recuperado na quarta-feira doa dia 07 de outubro, três dias depois de ele cair de uma borda de penhasco na base do Grand Central Couloir. A operação de busca e resgate mobilizou equipes do Gabinete do Xerife do Condado de Mono, da Patrulha Rodoviária da Califórnia e da Guarda Nacional.
A escalada do alpinista e as últimas mensagens
Seibert alcançou o cume do Monte Morgan, a cerca de 3.960 metros de altitude, na noite de domingo, 4 de outubro. Antes de iniciar a descida, ele assinou o livro de registro no topo da montanha.
Sua ex-esposa, Sundi Reince, publicou homenagens nas redes sociais das equipes de resgate e revelou que os dois mantinham forte amizade apesar do divórcio. Ela contou que seus filhos acompanharam com angústia as buscas e agradeceram profundamente aos voluntários e autoridades pelo empenho.
Os socorristas receberam a chamada na segunda-feira, 5 de outubro, porque o escalador não havia retornado no horário previsto, por volta das 23h30. Encontraram pegadas e utilizaram dados do celular dele para rastrear o trajeto. Os registros indicavam que Brian tentava descer pelo mesmo caminho que havia subido, pela crista norte.
O terreno remoto e acidentado, a aproximadamente 3.800 metros de altitude, dificultou o resgate. No segundo dia de operações, na terça-feira, 6 de outubro, uma aeronave que sobrevoava a região identificou um possível ponto de interesse numa formação íngreme na encosta leste. Ali, os socorristas encontraram o corpo.

Helicóptero foi usado para recuperar o corpo do alpinista
A remoção ocorreu apenas na quarta-feira, porque não era possível pousar a aeronave próxima o suficiente e restavam poucas horas de luz. Um helicóptero do Parque Nacional de Yosemite recuperou o corpo naquela manhã.
Ao todo, 21 socorristas atuaram na operação, que somou 305 horas de trabalho com a participação de voluntários e o uso de cães de busca, aeronaves, drones e informações extraídas do telefone do escalador.