16 de October de 2026
Evento Regional do Sebrae em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Foi realizado na tarde desta quinta-feira (15), em Feira de Santana, o Encontro de Lideranças Regional, que reuniu conselheiros estaduais, diretores do Sebrae Bahia e líderes do território. O objetivo do evento, promovido pela entidade, foi debater temas ligados ao desenvolvimento da região, empreendedorismo, inovação e políticas públicas voltadas aos pequenos negócios.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o presidente estadual do Sebrae, Jorge Cury, falou sobre as ações que a entidade tem feito para apoiar os pequenos empreendedores no território Portal do Sertão.

Evento Regional do Sebrae em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“O objetivo principal do Sebrae é exatamente trabalhar pela micro e pequena empresa. É evidente que é um leque muito grande de oportunidades onde, através de eventos, palestras, cursos, nós procuramos chegar junto das micro e pequenas empresas, no sentido de que possamos fortalecê-las a nível de orientação, de dar uma noção de como está o momento, a expectativa de cada momento que nós estamos vivendo, e de que forma cada um deles pode contribuir para o fortalecimento do seu negócio, da sua empresa”, explicou Cury.

Reuniões itinerantes

O presidente do Sebrae informou que o Encontro Regional de Lideranças era realizado apenas em Salvador, mas a partir de debates no Conselho Deliberativo, viu-se a necessidade de promover ações itinerantes. Com isso o encontro passou a ser promovido em várias cidades da Bahia.

“Então, aqui também hoje é uma reunião itinerante do Conselho Deliberativo do Sebrae. Estão aqui todos os conselheiros, representando todas as entidades de classe do nosso estado, e com isso trazendo-os para conhecer as regiões, para conhecer as dificuldades e ver de que maneira a gente pode cada vez mais melhorar a nossa atenção e o nosso apoio ao desenvolvimento regional.”

Para Jorge Cury, Feira de Santana foi escolhida para sediar o evento, pois continua sendo uma referência para todo o Nordeste brasileiro, com a presença de lideranças empresariais fortes.

“O que a gente pode é, logicamente, acompanhar o desenrolar dos acontecimentos, quer seja na mídia pública ou na mídia privada, de maneira tal que tudo aquilo que possa vir a acontecer, a gente chegue antes para capacitar e preparar os empresários da região para poder receber todos os impactos que são possíveis, em função de mudanças na legislação ou de outras questões.”

Evento Regional do Sebrae em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Fim da escala 6×1

Dentre os temas abordados durante o encontro também esteve a votação pelo senado federal para o fim da jornada de trabalho 6×1, com a redução gradual pelas empresas para a 5×2.

Ao ser questionado sobre como avalia o fim da escala 6×1, Jorge Cury destacou que a discussão já ocorre há muito tempo e o Sebrae tem buscado orientar as micro e pequenas empresas sobre como podem se estruturar para atender a essa nova legislação.

Evento Regional do Sebrae em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Isso está sendo feito e já está sendo distribuído com todas as regionais. Feira, depois de Salvador, é a segunda maior regional do Sebrae Bahia. E com isso, logicamente, a gente poder chegar junto, capacitando, orientando, para que não haja nada que venha a prejudicar o desenvolvimento econômico da região.”

Ele enfatizou que, com a implantação gradual da escala de trabalho 5×2, haverá a necessidade de readequação também dos modelos de atendimento de cada unidade do Sebrae aos empresários.  

“O comércio talvez seja aquele que vai ter um pouco mais de dificuldade de poder adequar, mas nada é impossível. Então, é possível adequar, sim, e nós estamos aí fazendo esse trabalho. Não é de agora que nós estamos fazendo o trabalho. O Sebrae já tinha se preparado e já está pronto. Nós estamos distribuindo com todas as regionais para ir orientando como, na hora que isso acontecer, de fato, possa atender e possa minimizar qualquer tipo de desgaste que possa ocorrer.”

Evento Regional do Sebrae em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Espaço de escuta do empresariado

Humberto Miranda, que é presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae, destacou que o encontro buscou ouvir e entender quais são atualmente as maiores necessidades do empresariado.

“O Conselho Deliberativo, que é um conselho plural, envolve todos os setores da economia baiana e dos poderes constituídos, inclusive os poderes públicos, para que a gente possa, de alguma forma, orientar a melhor aplicação dos recursos do Sebrae e fazer com que esse recurso chegue ao micro e pequeno empresário, que é o grande gerador de empregos, de renda e que tem um papel muito importante na economia de Feira de Santana e da região.”

Miranda salientou que Feira de Santana é a segunda maior cidade da Bahia, maior do que muitas capitais do Nordeste, com uma economia forte, diversificada, que ajuda a sustentar a economia de todo o estado.

“Pela importância que tem esse território com um grande número de micro e pequenos empresários, então nada melhor do que estar aqui em Feira, ouvindo toda a região aqui no entorno para entender quais são as necessidades e o que é que o empresário precisa e necessita do Sebrae. Nós vamos ouvir os empresários para naturalmente sair daqui com as prioridades. Mas a gente vem falar muito em educação empreendedora, em comércio digital, que é uma necessidade importante, fortalecimento dos pequenos negócios na agroindustrialização, no fortalecimento dos serviços e do turismo em algumas cidades da região que têm esse potencial.”

O presidente do Conselho Deliberativo propõe um projeto de desenvolvimento para o território de Feira de Santana e das pequenas cidades no entorno para que o Sebrae possa entender o perfil de cada município.

“Feira tem um perfil de ter grandes negócios, grandes empresas, grandes indústrias, mas também muitos pequenos empresários que ajudam a movimentar a economia de Feira. E esse papel do pequeno microempreendedor, ele é fundamental para movimentar a economia. Porque aquele cara que tem a quitanda lá na saída da rua, o outro que tem o mercadinho, a cabeleireira, o cara da agricultura que tira o leite, que faz um queijo, um requeijão, esses pequenos negócios, eles são extremamente geradores de emprego, de renda. Eles fazem com que a economia circule ali ao redor dos municípios e Feira e região tem muito esse potencial e a gente precisa aproveitar isso.”

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

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