
A partir de agora, hóspedes de imóveis do Airbnb não precisam mais trocar lençóis, lavar louça nem tirar o lixo antes de ir embora. A plataforma mudou as regras da comunidade e proibiu que os donos cobrem tarefas que exijam esforço significativo ou tempo considerável no momento da saída.
A mudança responde a uma das queixas mais comuns entre os viajantes: os afazeres domésticos impostos como condição para encerrar a estadia. As regras da casa não podem mais exigir tarefas que normalmente caberiam a uma equipe de limpeza profissional.
1. Lavar e guardar a louça

Os donos de imóveis não podem mais exigir que o hóspede lave a louça usada e a guarde nos armários antes de sair. A tarefa passa a ser considerada trabalho típico de uma equipe de limpeza, não do visitante.
Ainda é permitido pedir que os pratos e talheres usados sejam colocados na pia. A diferença está no grau de esforço: organizar a cozinha por completo sai da lista de obrigações.
2. Tirar os lençóis da cama
Retirar a roupa de cama usada, um dos pedidos mais citados por quem aluga pelo aplicativo, também entra na lista de proibições. A tarefa costuma exigir tempo e energia incompatíveis com o fim de uma viagem.
Esse tipo de serviço passa a ser de responsabilidade de quem cuida da limpeza entre uma hospedagem e outra, já coberta pela taxa cobrada ao hóspede.
3. Tirar o lixo
Separar e levar o lixo até a rua ou a um ponto de coleta também não pode ser condição para o check-out. A companhia classificou esse tipo de exigência como incompatível com a nova política de pedidos razoáveis.
A ideia é evitar que o hóspede termine a estadia realizando serviços que, segundo a própria empresa, deveriam ficar a cargo de quem cuida da manutenção do espaço.
4. Regras de check-in e check-out
A definição dos horários de entrada e saída do imóvel é uma das sete regras padrão que continuam valendo para os anfitriões. Esse tipo de exigência é considerado razoável e segue entre as condições básicas de cada anúncio.
A diferença agora é que essas informações aparecem com mais destaque na página do anúncio, na aba de viagens e nos lembretes de reserva.
5. Número de hóspedes aprovados
Outra regra que permanece é o limite de pessoas autorizadas a ficar no imóvel durante a reserva. Esse item segue entre os pontos considerados essenciais para a segurança e a organização do espaço alugado.
Pedidos que não estejam entre essas sete regras básicas precisam ser marcados como “razoáveis” e podem ser alterados a qualquer momento pelo responsável pelo imóvel.
6. Normas sobre fumo e animais
Políticas sobre permissão para fumar dentro do imóvel e autorização para a presença de animais de estimação também seguem valendo como regras padrão. Esses pontos fazem parte da lista oficial de sete itens que os anúncios podem especificar.
A lista inclui ainda os horários de silêncio e as condições para filmagens ou sessões de fotos com fins comerciais dentro da propriedade.
7. Cobrança indevida na taxa de limpeza
A taxa de limpeza paga pelo hóspede deve cobrir apenas a organização padrão entre uma estadia e outra. Fica proibido cobrar valor extra do visitante por não cumprir alguma tarefa que antes constava na lista de saída.
Em comunicado à Euronews Travel, a empresa afirmou que as regras das casas ajudavam a esclarecer expectativas, mas geravam confusão e cobranças difíceis de administrar entre os usuários da plataforma.
O sistema identificará automaticamente qualquer solicitação fora do novo padrão. Quem anuncia o imóvel deverá removê-la ou recorrer à empresa caso discorde da decisão.
Por que o Airbnb proíbe tarefas pesadas no check-out
A plataforma criou um critério: uma tarefa só é permitida se não exigir “esforço significativo ou tempo considerável” nem corresponder a algo que um profissional de limpeza normalmente faria. O critério separa o que é razoável pedir a um hóspede, como colocar a louça na pia, do que é serviço profissional, como lavar e guardar tudo.
O sistema do Airbnb detecta quando um anfitrião tenta incluir pedidos fora dessa regra, impede que eles apareçam no anúncio ou os sinaliza para remoção.
A abordagem resolve um problema prático: as regras antigas geravam confusão porque não havia um padrão claro. Cada proprietário decidia o que exigir, o que frustrava hóspedes e gerava cobranças contestáveis. Agora, a política centralizada reduz a margem para interpretações diferentes: a tarefa se encaixa no critério ou não.